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31 maio, 2006

YOGA INDIANA
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Pré-requisitos: 10 anos de exaustivos exercícios diários de alongamento, relaxamento e transformação das articulações em gelatina, meditação transcendental, convívio forçado com hare-krishnas, repeteco de mantras, massagens tântricas impublicáveis aplicadas por faquires sádicos, inalação ativa e passiva de incenso, vegetarianismo e outras flagelações.

YOGA BRASILEIRA

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Pré-requisito: duas horas de entornamento de cana.

 

29 maio, 2006

Por Onde Anda...
Da seção de Achados & Perdidos

Que Elvis, JFK, Jimmy Hoffa, Romário e outros desaparecidos não morreram, até Marcos Valério está careca de saber. O que talvez não seja de sua ciência, incauto leitor, é que além destes muitos outros VIPs decidiram sair da História para cair na vida. Graças a denúncias pseudônimas, conseguimos flagrar alguns. Confira e, se encontrar Janis Joplin doidona por aí, denuncie:

Jorginho Guinle
Entrou na fila do programa “Primeiro Emprego” do governo federal. Mas não corre o risco de pegar no batente já que a fila não anda mesmo. Enquanto isso, o bon-vivant curte um rien à faire regado com savoir-vivre, morando de favor na pérgola do Copa.

Madre Teresa de Calcutá
Rasgou o hábito e caiu na gandaia, desde que a cantora Sandyjúnior confessou no último LP que não é Madre Teresa. “Agora a pirralhada vai parar de me encher o saco pedindo autógrafo”, comemora a religiosa, com a dicção um pouco prejudicada por um piercing mal aplicado por Zé Arigó.

James Dean
Teve a carteira de habilitação cassada. Contraiu matrimônio com Rock Hudson, com quem vive aos tapas e ósculos em Amsterdã, no mesmo flat do casal Cary Grant / Randolph Scott. Vez por outra Marlon Brando tenta arrombar a porta aos gritos de “Stella! Steeellaa!”

Kurt Cobain
Internou-se num spa de desintoxicação para viciados em roleta russa. Ernest Hemingway – outro habitué do local – garante o menino está fazendo progressos.

Mahatma Gandhi
Cheio de filhos para criar na Bahia, repaginou o visual, fazendo uma cirurgia ayuvédica de redução estomacal. “Eu não aguentava mais passar fome durante minhas greves de fome. Decidi cortar o mal pelo epigástrio”, explica por telepatia. “Eu vivia me empanturrando à base de uma azeitona e um copo de Shiva Regal ou Brâmane Chopp por dia. Me sentia empachado”. Agora com vinte quilos (declarados) distribuídos pelo corpito, passa o dia praticando desobediência civil contra a Lei da Gravidade, levitando sobre o Ganges.

John Lennon
Continua faturando alto em cima do próprio espólio, desde que adotou a identidade de Ioko Ono. Como se sabe, a verdadeira Ioko morreu de haraquiri no mesmo acidente automobilístico que matou Paul Mcartney, Chico Viola e José Wilker, em 1966.

Friedrich Nietzche
Após ter denunciado que “Deus está morto e eu sei quem foi”, vive sob os cuidados do programa de proteção às testemunhas de Jeová. Mesmo jurado de morte por pré-socráticos fanáticos, ainda costuma dar uma canja no Carrossel da Saudade, cantando seu eterno hit “Medo de Avião”.

Euclides da Cunha
Eleito “Cidadão Honorário da Cornualha”, continua esquentadinho e decidiu ir às vias de fato com Zé Celso Martinez Correa, que encenou “Os Sertões” com a bunda de fora. Zé Celso saiu ileso. Euclides continua atirando mal paca.

Che Guevara
Após o sucesso da série porno-marxista “Hay que Endurecer! I, II e III”, foi escalado para o novo filme de Almodóvar, onde fará o papel de um padre travesti judeu negro anão homossexual e com uma perna mecânica, completamente prafrentex. Vai doar o cachê para as Farcs.

Adolf Hitler
Deixou crescer o resto do bigodinho e nunca mais foi reconhecido por caçadores de nazista (apenas por correligionários do deputado Greenhalgh). É fã declarado de Geroge W. Bush (“Esse é dos nossos”). Reúne-se todas as noites com Stálin, Mao Tsé Tung, Jorge Bornhausen e o mascote da turma, Pol Pot, para uma acalorada partida de “War II”. Foi muito bem acolhido e diz que nunca mais quer sair da Argentina.

Topo Giggio
Decidiu acabar de vez com as insinuações de que era bicha. “Nunca ouviram falar de transgênero não, seus leigos? Retrógrados!”, exalta-se o roedor, do alto de um salto plataforma. Atende na Via Ápia. Nom de guerre: Minnye.

Toulouse Lautrec
Promete para breve concluir a pintura do monumental rodapé da Capela Sistina.

 

25 maio, 2006

Os novos mandamentos (I)
Por Fran Pacheco

DECÁLOGO DO POLÍTICO

  1. Amarás ao "puder" acima de todas as coisas.
  2. Só seguirás a um único líder, desde que seja o que estiver no "puder".
  3. Venderás pai e mãe para seres eleito.
  4. Não honrarás tuas promessas (reprometerás na reeleição).
  5. Guardarás do fruto proibido da tua labuta no Paraíso Fiscal.
  6. Levantarás falso testemunho à vontade (terás da imunidade ou do habeas corpus, moraste?).
  7. Pecarás contra a castidade da coisa pública. Mas não a matarás.
  8. Cobiçarás a sinecura do próximo.
  9. Não te deixarás ser pego com a boca na botija.
  10. Se fores pego, não saberás de nada.

***

DECÁLOGO DO TERRÍVEL

  1. Amarás tirar um sarro sobre todas as coisas.
  2. Conhecerás de todas as manhas.
  3. Adorarás a várias deusas.
  4. Não brindarás em vão.
  5. Não matarás o tempo em botequins de quinta categoria.
  6. Guardarás de um pingo da tua lucidez para não saires chamando Jesus de Genésio.
  7. Desejarás a mulher próxima.
  8. Não te furtarás a nenhuma esbórnia.
  9. Não pecarás contra a castidade do bêdado ao lado.
  10. Ao menos uma vez, baixarás em Brasília e lá defecarás nos corredores do poder.

 

24 maio, 2006




 

23 maio, 2006

BATE-PAPO EXCLUSIVO: O PULO DO JAGUAR
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

Cecezinho mostrando a versão drum'n'bass para o hit "Eram Duas Caveiras que se Amavam" sob o olhar atento do futuro sócio Jaguar.

Meus encontros com Jaguar sempre foram uma farra. E bote farra nisso. Sempre que a gente se topa, sai topando em canecas de chope mis, entremeadas com o infalível steinhegger. Desta vez, nos encontramos no Bracarense, eleito por várias vezes o melhor boteco do Rio e fomos servidos por Chico, por sua vez eleito o melhor garçom da Cidade Maravilhosa. De lá, nós fomos arrastados - no sentido figurado, ainda - por Jaguar para o Informal, outro botequinho maravilhoso, também no Leblon. O “nós” aí somos eu e a serelepe Istharzinha, que estava impossível. O velho Jaguar tá urrando mais do que nunca. Faz charge n’O Dia, escreve crônicas semanais e acaba de lançar dois livros de uma vez – Ipanema, se não me falha a memória” e “Confesso que bebi”. O papo que transcrevemos abaixo foi extraído do que rolou nas mesas e balcões dos botecos do Rio. Vamulá!

CECEZINHO – Desde que te conheço, você sempre foi arredio quanto à idéia de escrever livros de memórias. Que bicho te picou que de repente você lançou dois de uma só fornada?

JAGUAR – Sei lá, eu devia estar de porre quando assinei os contratos. Depois me arrependi, mas era tarde, já tinha bebido os adiantamentos.

ISHTAR – Quais as diferenças básicas entre “Ipanema, se não me falha a memória” e “Confesso que bebi”?

JAGUAR – A única diferença é que no livrinho sobre Ipanema não dou os endereços dos bares.

CECEZINHO – Desde que comecei a escrever com regularidade fui perdendo a capacidade criativa como cartunista. Hoje, fazer uma charge, pra mim, é muito mais trabalhoso do que escrever um texto. Quando penso numa idéia ela me vem como escrita. Como você consegue manter as duas capacidades, como escritor e cartunista?

JAGUAR – Sou desenhista de calunguinhas, como dizia o general Juarez, escalado para censurar o Pasquim (era o general de Ipanema, pai da Helô, a da música do Tom e Vinicius). Faço uma crônica às quartas n’O Dia. Depois da assinatura, tem um aviso para os eventuais leitores: Jaguar é cartunista e boêmio. Depois que lancei os livros, o editor da página gentilmente acrescentou: cartunista boêmio e escritor. Pedi para tirar escritor, não é pro meu bico, tive um trabalho desgraçado para dar a impressão de que escrevo com facilidade. Escrever, para citar só dois nomes, é para o Veríssimo e o Millôr, que, aliás, desenham bem paca.

ISHTARPor que você faz questão de lançar seus livros em bares, e não em livrarias, como os demais mortais?

JAGUAR Bebe-se melhor em bares do que em livrarias.

CECEZINHO
Qual o tipo de humor que melhor se faz no Brasil, hoje, e quem faz?

JAGUAR Tem dois tipos de humor: o bom e o ruim. Poucos fazem humor bom e aqui, ó (fazendo um cotoco!) que vou dizer quem, prefiro guardar minha boca para beliscar tira-gostos.

ISHTAR Qual a diferença entre o humor que se faz hoje no Brasil e o que se fazia na época da ditadura?

JAGUAR No tempo da ditadura os milicos, que eram simplórios, mandavam nos prender. Agora a gente pode até xingar a mãe da mulher do presidente da república que não acontece nada, eles se consideram olimpicamente acima do bem e do mal.

CECEZINHO Era mais fácil fazer humor naquela época?

JAGUAR Era. De um lado estavam os bandidos, milicos e seus puxa-sacos paisanos. Nós éramos os mocinhos. Depois a gente caiu na real, ou melhor, no real. Quando descobrimos que o Brasil não era um filme de bandido-e-mocinho já era tarde demais.

ISHTAR Por que a Bundas deu com a os burros n’água?

JAGUAR Bundas era um nome estulto. Se a idéia era espantar o burguês, o Ziraldo deu com os burros n’água. Que nem um poodle, bunda é uma palavra de livre trânsito no seio-siliconado ou não-da família brasileira. A revista fez o maior sucesso de público mas, por causa do nome, nunca arrumou um anúncio e foi a pique. O pessoal da propaganda, que faz um discurso muito moderninho, no fundo, no fundo, é de uma babaquice espaventosa, basta ver os anúncios de carro ou de maionese provocando orgasmos múltiplos .

CECEZINHO O que você achou da idéia do Ziraldo de ressuscitar o Pasquim?

JAGUAR Tão tola quanto as tentativas de tirar aquele submarino russo do fundo do mar. O Titanic e o Kursk só afundam uma vez. O Pasquim também; quando afundou, a tripulação já tinha abandonado o navio, soçobrou com o rato (o Sig) e o comandante (eu). Quem seria o editor-chefe? Só se for o Chico Xavier; Henfil morreu, Paulo Francis morreu, Flávio Rangel morreu, Fortuna morreu, Tarso de Castro morreu e eu estou sentindo uma dorzinha chata aqui no lado, será o baço, doutor?

ISHTAR O que você acha da imprensa que se faz hoje no Brasil?

JAGUAR Dizia-se antigamente que jornal servia para embrulhar peixe. Mas antes de embrulhar o peixe o peixeiro pelo menos folheava o jornal. Hoje, nem isso. Outro dia, numa banca, vi um sujeito comprar o jornal, arrancar o cupom que dava direito a concorrer a um eletro-doméstico e jogar o resto fora. É dose.

CECEZINHO A charge que hoje se faz no Brasil tá tão engajada como antes ou é apenas um elemento gráfico do jornal?

JAGUAR Eu diria que nem sim nem que não, muito pelo contrário.

ISHTAR Quais suas atividades, hoje, na imprensa?

JAGUAR Às quartas escrevo e no resto da semana o que aparecer eu traço. Procuro convencer os leitores e principalmente os editores, que o velho cartunista que vos fala ainda saca tão rápido quanto qualquer garoto. Outro dia, num boteco, um sujeito, quando soube que eu era eu, me disse com a voz pastosa, mas com todo o respeito: “Não me leve a mal, mas eu pensei que o senhor já tinha morrido.” Ri à beça.

CECEZINHO - Como bom boêmio, cite alguns botecos indispensáveis do Rio e de outras cidades que você freqüenta.

JAGUAR No “Confesso que bebi” enumerei 148 bares onde bebi e que já fecharam. 50 anos e lá vai pedrada de ronda pelos bares na vida me ensinaram que não tem nenhum bar indispensável. Indispensável é bar.

ISHTAR Com o lançamento desses livros você já pode se considerar um homem realizado ou falta plantar uma árvore?

JAGUAR O homem realizado ainda não nasceu ou não sabe que morreu. Talvez eu me julgasse realizado se algum dia plantasse uma bananeira. Mas sei que jamais conseguirei.

CECEZINHOQuais os seus projetos daqui pra diante?

JAGUAR Estou desnorteado. Tecnicamente, já devia ter morrido. Meu projeto de vida era beber e fuder até os 60 anos. Estou vivo, bebendo e fudendo. Meu projeto de vida, hoje, não tem mais sentido.

ISHTAR – Se você resolver morrer, queremos contar com sua colaboração no Club dos Terríveis, de Manaus... (risos)

JAGUAR – Prometo que vou estudar o assunto com carinho (risos).


 

22 maio, 2006

Bombando em Sampa
Por Ishtar dos 7 Véus, a Hedonista


Alô, meu querido Fran Pacheco!

Euzita e Cecezinho tava treinando em Sampa para o Concurso Mundial de Usuários de Viagra (essa fotita do Cartier vale por mil words!), quando, de repente, estourou a micareta fora de época do hypado PCC... Ooooh... Wonderfull!!! Tenho que te contar pessoalmente, darling! No meio da muvuca, conheci um afro-descendente de big porte... Ooooh... Um negon, darling!... Yes, negon!... Como passei a virada de sexta pra sábado, quando tudo começou?... Aaaah...virada! Oh... Please, não ria!... A micareta do PCC bombou legal durante quatro dias... Uuuuui... Euzita tou cansadita até agora!... Of course, fiz tooooooodo o circuito de festas da bandidagem, because ferveção pouca é bo-ba-gem! Vamos a um resumito das parties...

Penitenciária 1 de Presidente Venceslau (Dia 12)
Teve gente que odiou (principalmente aquele people que pagou 300 paus por um fulêro celular da Vivo!!!)...Teve gente que amou... Eu gostei. Gostei mesmo. Beautiful people, bibetes animadas, barbiezetes fazendo a linha "tô-crazy-da-minha-pussy-então-chega-de-carão" e mandando bala nos meganhas, gente tatuada, marombeiros de gorritos... Foi a grande noite do fofito Marcio Camacho, o DJ Marcola, e ele detonou legal... Se bem que tribal nãããão é muito a minha beach... O terraço tava interessante, com brincadeiras de roleta russa e tiro ao alvo nos macacos da PM... Magaiver, Julinho Carambola e Itinha monitorando tudo de um palmtop... Chique! Não entendi muito o astronauta-refém descendo no calderón das Barbies e sendo trucidado ali mesmo... PCC rumo ao futuro? Uuuuhm...Só espero que não seja aquele futuro mostrado pelo Cláudio Limbo! Abafa!

Penitenciária 2 de Avaré (Dia 13)
“Alalaôôôô...mas que calor ôôôôô...” Tá com uns quilitos a mais? Vá ao after do PCC em Avaré...Melhor do que cinco aulitas de lambaeróbica! Mininu, que calor era aquele? As bibetes derretiam que nem a bruxita de o Mágico de Oz! A casa pegou fogo! Euzita, crazy da minha pussy, dancei horrooooores com Roberto Soriano, o “Betinho Tiriça”... Senti falta de Ney Cabeça e Nenê Coqueirão... Um amiguito me disse que rolou um boicote dos advogados paulistas da curriola, intimados a depor na CPI dos Bingos... Uuuuh... coisita feia de se fazer!

Penitenciária 1 de Guareí (Dia 14)
Ótima música do tal DJ italiano Danielle Vinício, o “Canoni” ( é assim que escreve? Aaaah...), muito pancadão no pé do ouvido, muito tiro pra cima, povito do beeem, ar condicionado funcionando (thanks God!), but ...faltou um pouquito de vibe... Tirando o quebra-quebra no refeitório, não rolou mais nada... Sozinha (Cecezinho odeeeeiiia more people perto!), euzita fui dar uma olhadita na ala vip e aprendi a fazer coquetel molotov!!! Um luxo!!! Vou detonar legal em Manaus!!!

Penitenciária 1 de Iaras (Dia 15)
O que era o som do DJ José Carlos Rabelo, o “Pateta”? Ma-ra-vi-lho-so!!! Ma-ta-dor!!! In-cen-di-ário!!! Friends, gringuitos, barbies, barbapapas, playmobills, granadas estourando, pitbulls latindo, sirene tocando, balas zumbindo...Um luxo!!!...Todos encharcados de sangue... Mas chiques (na soul... of course!). Amei. O lindito Márcio Esteves, o “Turim”, não deixava ninguém ir embora... Também, com uma escopeta daquelas na mão, até euzita!!! Abafa!!! Adorei encontrar Pedrão da Vila Matilde e Lincoln Caveira com pistolas de mira a laser... Grande noite... e manhã... because, euzita saí de lá às onze da matina, depois que o Cláudio Limbo fez um acordo com a galera! Com certeza, a melhor pool party de todos os tempos! Música ótima, beautifull (and crazy) people, ótimo espaço, decoração bacanita, vários presuntos de tira-gosto, sangue, suor e lágrimas... Well, fofitos do meu heart... Estamos de volta à jungle e que everything de good aconteça em suas lifes!!! Beijitos pra vocês!!!


 

17 maio, 2006

De Boca bem Aberta
Direto da Boca-do-Lixo

Pegou mal, muito mal, o home-vídeo em que o deputado Nelson Azêmola e o rotundo vereador Ari Mominho brincam de “boca-de-forno” e “convidam” uma platéia de eleitores desdentados a votar, em troca de vasto sortimento de serviços bucais (no bom sentido), na dupla Azêmola - Mominho, no Governador Cadeirudo Braga e no Senador Gilberto Raposo. “Foi muita maldade para com o Senador”, afirma indignado um especialista em dentaduras. “Citar o nome dele num consultório dentário é anti-propaganda”.

Padroeiro das chapas e pererecas “amajoneeenxes”, o arqueológico político não cansa de repetir, em seu gabinete-sarcófago: “Lembrem-xe do Uóóóxiton...” citando aquele sujeito estampado na nota de 1 (hum) dólar, notório por ter apenas 1 (um?!) dente quando assumiu a presidência dos EUA (percebam que o sorriso do distinto tem um quê de estranho). Mesmo sendo, naquela altura do campeonato, o homem mais rico das 13 Colônias, Washington nunca conseguira comprar uma dentadura decente. Nada se lhe encaixava a contento na bocaça, mesma sina que se abate sobre nosso sibilante “xenador”. Raposo também ficou indignado com o jornal Correio Amazoninense, que omitiu (acordão? acordão?) marotamente seu nome na reportagem-denúncia: “Tá tão difixil alguém pedir voto pra mim no Amaxonaj e quando aparexe um, esquexem de pôr meu nome no jornal. Xacanaaaxem!”

Não menos negativa foi a reação do Comitê pelos Direitos dos Eleitores de Cabresto. “Que história é essa de trocar uma mísera restauração por uma penca de votos em Deputado Estadual, Federal, Senador e Governador?”, reclama um membro, oculto pelo sigilo eleitoral. “Isso é exploração! Eleitor esclarecido tem que seguir o lema republicano: UM DENTE, UM VOTO!”. Pela lógica cristalina do Comitê, com tamanha profusão de candidatos disputando a boquinha de um mandato, cada cobiçado voto para deputado Estadual não deveria sair por menos de 1 canal, 2 obturações, 1 ponte e 2 coroas. Voto pra Governador, então, só em troca de tudo isso e mais clareamento dental completo à base de laser e abastecimento grátis de Cepacol durante todo o mandato.

A onda de indignação chegou até mesmo em lugares mais remotos que o Acre. O Ministro dos Hidrocarbonetos, Alucinógenos e Bocas de Fumo da Bolívia já solicitou a expropriação e nacionalização do carismático Dr. Azêmola: “es de un cabrón así que nuestro pueblo precisa!”. Como se sabe, a Bolívia é extremamente auto-insuficiente em matéria de dentes na boca.

A Corregedoria da Assembléia Legislativa do Amazonas, órgão destinado a zelar pela moral e bons costumes e a garantir uma conduta social irretocável dos membros da Casa está de mãos atadas diante do escândalo. Seu titular é Artur Bisneto.


 

Modus Operandi
Por irmão Paulo

O que diferencia o glorioso PCC, enquanto agremiação organizada, dos partidos políticos e os integrantes daquele dos filiados a estes é, quando muito, na superficie, o modus operandi. Por igual a ação desse grupo pré-mafioso não difere muito da realidade das ações e relações no interior dos governos. Bobagem esperar que o crime organizado respeite os poderes constituídos quando grassa por todos eles interminável onda de escândalos e desmoralização.

Encarcerados, em decorrência de decisão (ou falta de decisão) de um judiciário generalizadamente corrupto, com penas sendo executadas por companheiros de mesma estirpe moral, os comandantes do PCC só podem sentir-se no direito de radicalizar. Veja-se o caso do Judiciário, um Poder que deveria mostrar-se impoluto e salvador, mas que se degenera a partir de suas diversas cúpulas, compostas por indicados políticos, espraiando-se até a base por meio de concursos de admissão fraudulentos ou pelo velho, simples, grosso e eficiente nepotismo de sempre.

Não fica longe o poder executivo, tão poderoso neste Brazil. Impera absoluto, em todos os níveis, manietando as demais autoridades com o poder do dinheiro que tem em seu domínio. É conversa velha falar na sujeição dos tribunais de Justiça ao governador de plantão, seja qual for o estado da federação. Pressionado pela necessidade de resultados que se revertam em capital eleitoral, os governos se perdem na malha da legislação. Sob a distorcida ótica de que fins justificam meios, perpetram arbitrariedades, organizam redes de asseclas corruptos e corruptores, executam orçamentos distorcidos - deixando de fazer o que é preciso fazer para executar o que o povaréu deseja. O caso do Bumbódromo de Parintins é típico da capacidade rudimentar de escolha dessa gente.

E do Poder legislativo, o que falar? Talvez o cerne maligno de maior parte das mazelas. Um curral composto de 600 picaretas. Alguém, à sério, acredita que houvesse viv´alma no Congresso que desconhecesse as práticas mensalísticas de Marcus Valério, desde priscas eras tucanas? Não dá pra acreditar, sobretudo em um meio tão futriqueiro quanto o meio político. Ainda mais na parlamento, onde eles não têm rigorosamente nada pra fazer. Poderia lançar, aqui, uma campanha pela renovação integral dos parlamentos, propondo aos eleitores que não votassem em quem já tem mandato. Mas nem isso me anima, depois da ratada (de rato) do Azedo e cia. ltda.

Diante dos escândalos que levaram à deposição do cleptolunático Fernando Collor, do escândalo do orçamento, da vergonhosa privataria da era FHC e da escandalosa compra de votos para a reeleição, da descoberta do velerioduto e da revelação do velho esquema de mesada à parlamentares, dos sucessivso escândalos em licitações públicas, das fraudes contra o INSS, dos vampiros, da recente descoberta sobre a tramóia com a compra de ambulâncias, etc. etc., não é possível esperar que o crime organizado tenha algum respeito pelo poder legalmente constituído. Nem o respeito moral, que se tem a um oponente valoroso, é possível cobrar.

Quando muito, o PCC e o General Marcola devem encarar, com muita amargura e certa ira (talvez o nascedouro da propalada prepotência de Marcola com representantes do estado), as autoridades. Tendo para com elas uma relação visceral que ultrapassa os negócios e desce ao nível pessoal e emocional, afinal são sujos prevalecendo-se sobre os mau lavados.

No fundo, a diferença entre o PCC e o resto dessa gente do setor estatal é o modus operandi. Os primeiros, por falta de alternativa, usam armas e garrafas cheias de gasolina, celulares para ordenar ações e espalhar boatos. Os últimos, que vivem na maciota, usam canetas, escrevem justificativas e arrazoados belíssimos e com eles tiram comida da boca de crianças, remédios de doentes, livros de estudantes e por aí afora. Talvez, no longo prazo, sejam piores e causem mais danos que o PCC e seu comandante Marcola. Este, ao menos pelo diz a imprensa, cuida dos seus.

 

15 maio, 2006

O Greenpeace já não é mais o mesmo
(vida longa ao Greenpeace!)

Pela cara de satisfação dos dignitários, logo se vê que isso não é protesto: é estímulo. Resabiados mesmo ficaram Gerald Thomas, Zé Celso Martinez Corrêa e Rita Cadillac. Por muito menos mostrariam (com todo prazer) a derrière na cúpula. E com efeitos muito mais devastadores.

 

12 maio, 2006

Divina comédia
Por Fran Pacheco

Definição de Inferno: Ângela Guadagnin & Ideli Salvati de calcinha. A primeira rebolando malemolente em cima de você. A segunda, violentando seus ouvidos com aquela voz laxante, defendendo com unhas (postiças) e dentes as cafajestadas mais chãs do Governo. Ideli é uma das poucas mulheres capazes de me fazer brochar, brochar no sentido mais amplo, metafísico do termo, brochar de querer fugir pra bem longe. Uma brochada assustadora. Mas passa logo.

Apesar de tudo, justiça seja feita à Ideli. Uma coisa que os depoimentos nas CPIs nos ensinam: petista só consegue defender seus atos à base de Lexotan, Birinaite e/ou Haebas-Corpus. A não ser que você seja um gângster profissional, adestrado em Cuba, como Zé Dirrceu. Ou uma aparente cavalgadura, como aquele que o Chico Buarque e o povo do Sanatório Geral vão reeleger Presidente. Digo aparente porque de besta sindicalista não tem nada, é uma raça ainda pior que a dos políticos natos (nota: desenvolver essa tese). Ideli, por sua vez, dispensa qualquer subterfúgio. Vale-se apenas de um duvidoso make-up e de seu absoluto, enfático e degradante cinismo. Não é como um Tião Viana, que disfarça seu “constrangimento” sob aquele ar cândido de vítima de Acidente Vascular Celebral (dizem que Eduardo Suplicy já o escolheu como sucessor).

Em seu próximo e, se Deus quiser, último mandato, Lula deveria retribuir os relevantes serviços prestados por Ideli nomeando-a embaixatriz do Bananão na Grande Geleira Larsen, na Antárctica. Ou em qualquer cloaca onde esteja rolando uma guerra tribal (e donde não seja viável a transmissão de sua voz). A audiência agradece.

 

10 maio, 2006

Marcas do passado
O comentarista Carlos Chaga informa que Eduardo Morgadon Suplicy foi campeão universitário de boxe, num passado remoto. É mais um alerta aos jovens para não se aventurarem neste esporte.

 

09 maio, 2006

Cansado de guerra
Maravilhados com a performance de Márcio Thomás Bastos no "apoio jurídico" ao Governo petista, membros da Cosa Nostra siciliana e da Camorra napolitana já sonham em contar com os serviços do prestigioso advogado após as eleições. Mas, ao que tudo indica, depois de tamanha sobrecarga de trabalho tudo o que Pai Thomás quer é voltar a cuidar de criminosos comuns.

 
Alívio brasiguaio
Evo Morales, ex-"rei da coca" e atual "rei da cocada preta", não pretende nacionalizar a cantora Perla. Mesmo assim, o paradeiro da diva das guarânias permanece desconhecido.

 

05 maio, 2006

Doutrina Lula
Dar um tapinha (sem duplo-sentido) nas costas de cocaleiro ladrão do patrimônio nacional e ainda negociar regalias com ele. Eis um marco na história da Diplomacia. Nosso enérgico presidente introduiziu a bunda-mole na política internacional.

 
Doutrina Lula (II)
Ainda meio chapado após a reunião a portas bem fechadas com o cocaleiro, Mula afirmou que o Brasil realizará "efftraordinários acordos comerfiais com a Bolíffia". Traficantes da Rocinha já comemoram a possibilidade de um "Mercado Comum do Pó".

 
Aritmética simples
Pelo ritmo das obras do gasoduto Coari-Manaus (que por sinal, nem começaram), pode-se prever a inauguração do delirante Mega-Gasoduto-Panamerdicano para no mínimo daqui a 250 anos (prorrogáveis).

 
Aniversário no Bunker
Problemas na escalação de equipe reforçada de guarda-costas impedem que Alfredo Nascimento saia às ruas de Manaus em sua data natalícia. O ex-prefeito quer estar "dono da situação" quando encarar novamente a população.

 

Vanguarda do Atraso
Por irmão Paulo

GACETA OFICIAL DE BOLIVIA

DECRETO SUPREMO N0 28701

EVO MORALES AYMA
PRESIDENTE CONSTITUCIONAL DE LA REPUBLICA

“IIEROES DEL CHACO”

CONSIDERANDO:

Que en históricas jornadas de lucha, el pueblo ha conquistado a costa de su sangre, el derecho de que nuestra riqueza hidrocarburífera vuelva a manos de la nación y sea utilizada en beneficio del país.

Que en el Referéndum Vinculante de 18 de julio de 2004, a través de la contundente respuesta a la pregunta 2, el pueblo ha decidido, de manera soberana, que el Estado Nacional recupere la propiedad de Todos los hidrocarburos producidos en el país.

Que de acuerdo alo expresamente dispuesto en los Artículos 136, 137 y 139 de la Constitución Política del Estado, los hidrocarburos son bienes nacionales de dominio originario, directo, inalienables e imprescriptibles del Estado, razón por la que constituyen propiedad pública inviolable.

Que por mandato del inciso 5 del Articulo 59 de la Constitución Política delEstado, los contratos de explotación de riquezas nacionales deben ser autorizados yaprobados por el Poder Legislativo, criterio reiterado en la sentencia del TribunalConstitucional N0 00 19/2005 de 7 de marzo de 2005.

Que esta autorización y aprobación legislativa constituye fundamento del contrato de explotación de riquezas nacionales por tratarse del consentimiento que otorga la nación, como propietaria de estas riquezas, a través de sus representantes.

Que las actividades de exploración y producción de hidrocarburos se están llevando adelante mediante contratos que no han cumplido con los requisitos constitucionales y que violan expresamente los mandatos de la Carta Magna al entregar la propiedad de nuestra riqueza hidrocarburífera a manos extranjeras.

Que ha expirado el plazo de 180 días, señalado por el Articulo 5 de la Ley N0 3058 de 17 de mayo de 2005 Ley de Hidrocarburos, para la suscripción obligatoria de nuevos contratos.

Que el llamado proceso de capitalización y privatización de Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos - YPFB ha significado no sólo un grave daño económico al Estado, sino además un acto de traición a la patria al entregar a manos extranjeras el control y la dirección de un sector estratégico, vulnerando la soberanía y la dignidad nacionales.

Que de acuerdo a los Artículos 24 y 135 de la Constitución Política del Estado, todas las empresas establecidas en el país se consideran nacionales y están sometidas a la soberanía, leyes y autoridades de la República.

Que es voluntad y deber del Estado y del Gobierno Nacional, nacionalizar y recuperar la propiedad de los hidrocarburos, en aplicación a lo dispuesto por la Ley de Hidrocarburos.

Que el Pacto Internacional de los Derechos Civiles y Políticos, como también el Pacto de los Derechos Económicos y Culturales, suscritos el 16 de diciembre de 1966, determinan que: … todos los pueblos pueden disponer libremente de sus riquezas y recursos naturales, sin perjuicio de las obligaciones que derivan de la cooperación económica internacional basada en el principio del beneficio reciproco, así como del derecho internacional. En ningún caso podrá privarse a un pueblo de sus propios medios de subsistencia

Que Bolivia ha sido el primer país del Continente en nacionalizar sus hidrocarburos, en el año 1937 a la Standar Oil Co., medida heroica, que se tomó nuevamente en el año 1969 afectando a la Gulf Oil, correspondiendo a la generación presente llevar adelante la tercera y definitiva nacionalización de su gas y su petróleo.

Que esta medida se inscribe en la lucha histórica de las naciones, movimientos sociales y pueblos originarios por reconquistar nuestras riquezas como base fundamental para recuperar nuestra soberanía.

Que por lo expuesto corresponde emitir la presente disposición, para llevar adelante la nacionalización de los recursos hidrocarburíferos del país.

EN CONSEJO DE MINISTROS

DECRETA:

ARTICULO 1.- En ejercicio de la soberanía nacional, obedeciendo el mandato del pueblo boliviano expresado en el Referéndum vinculante del 18 de julio del 2004 y en aplicación estricta de los preceptos constitucionales, se nacionalizan los recursos naturales hidrocarburíferos del país.El Estado recupera la propiedad, la posesión y el control total y absoluto de estos recursos.

ARTICULO 2.-
I. A partir del 1 de mayo del 2006, las empresas petroleras que actualmente realizan actividades de producción de gas y petróleo en el territorio nacional, están obligadas a entregar en propiedad a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos YPFB, toda la producción de hidrocarburos.
II. YPFB, a nombre y en representación del Estado, en ejercicio pleno de la propiedad de todos los hidrocarburos producidos en el país, asume su comercialización, definiendo las condiciones, volúmenes y precios tanto para el mercado interno, como para la exportación y la industrialización.

ARTICULO 3. -
I. Sólo podrán seguir operando en el país las compañías que acaten inmediatamente las disposiciones del presente Decreto Supremo, hasta que en un plazo no mayor a 180 días desde su promulgación, se regularice su actividad, mediante contratos, que cumplan las condiciones y requisitos legales y constitucionales. Al término de este plazo, las compañías que no hayan firmado contratos no podrán seguir operando en el país.
II. Para garantizar la continuidad de la producción, YPFB, de acuerdo a directivas del Ministerio de Hidrocarburos y Energía, tomará a su cargo la operación de los campos de las compañías que se nieguen a acatar o impidan el cumplimiento de lo dispuesto en el presente Decreto Supremo.
III. YPFB no podrá ejecutar contratos de explotación de hidrocarburos que no hayan sido individualmente autorizados y aprobados por el Poder Legislativo en pleno cumplimiento del mandato del inciso 5 del Artículo 59 de la Constitución Política del Estado,

ARTICULO 4.-
I. Durante el período de transición, para los campos cuya producción certificada promedio de gas natural del año 2005 haya sido superior a los 100 millones de pies cúbicos diarios, el valor de la producción se distribuirá de la siguiente forma: 82% para el Estado (18% de regalías y participaciones, 32% de Impuesto Directo a los Hidrocarburos IDH y 32% a través de una participación adicional para YPFB), y 18% para las compañías (que cubre costos de operación, amortización de inversiones y utilidades).
II. Para los campos cuya producción certificada promedio de gas natural del año2005 haya sido menor a 100 millones de pies cúbicos diarios, durante el período de transición, se mantendrá la actual distribución del valor de la producción de hidrocarburos.
III. El Ministerio de Hidrocarburos y Energía determinará, caso por caso y mediante auditorias, las inversiones realizadas por las compañías, así como sus amortizaciones, costos de operación y rentabilidad obtenida en cada campo. Los resultados de las auditorias servirán de base a YPFB para determinar la retribución o participación definitiva correspondiente a las compañías en los contratos a ser firmados de acuerdo a lo establecido en el Artículo 3 del presente Decreto Supremo.

ARTICULO 5.-
I. El Estado toma el control y la dirección de la producción, transporte, refinación, almacenaje, distribución, comercialización e industrialización de hidrocarburos en el país.
II. El Ministerio de Hidrocarburos y Energía regulará y normará estas actividades hasta que se aprueben nuevos reglamentos de acuerdo a Ley.

ARTICULO 6.-
I. En aplicación a lo dispuesto por el Artículo 6 de la Ley de Hidrocarburos, se transfieren en propiedad a YPFB, a título gratuito, las acciones de los ciudadanos bolivianos que formaban parte del Fondo de Capitalización Colectiva en las empresas petroleras capitalizadas Chaco SA., Andina SA. y Transredes SA.
II. Para que esta transferencia no afecte el pago del EONOSOL, el Estado garantiza la reposición de los aportes por dividendos, que estas empresas entregaban anualmente al Fondo de Capitalización Colectiva.
III. Las acciones del Fondo de Capitalización Colectiva que están a nombre de las Administradoras de Fondos de Pensiones en las empresas Chaco SA., Andina SA. y Transredes SA. serán endosadas a nombre de YPFB,

ARTICULO 7.-
I. El Estado, recupera su plena participación en toda la cadena productiva del sector de hidrocarburos.
II. Se nacionalizan las acciones necesarias para que YPFB controle como mínimo el 50% más 1 en las empresas Chaco SA., Andina SA., Transredes SA., Petrobrás Bolivia Refinación SA. y Compañía Logística de Hidrocarburos de Bolivia SA.
III. YPFB nombrará inmediatamente a sus representantes y síndicos en los respectivos directorios y firmará nuevos contratos de sociedad y administración en los que se garantice el control y la dirección estatal de las actividades hidrocarburíferas en el país.

ARTICULO 8.- En 60 días, a partir de la fecha de promulgación del presente Decreto Supremo y dentro del proceso de refundación de YPEB, se procederá a su reestructuración integral, convirtiéndola en una empresa corporativa, transparente, eficiente y con control social.

ARTICULO 9.- En todo lo que no sea contrario a lo dispuesto en el presente Decreto Supremo, se seguirán aplicando los reglamentos y normas vigentes a la fecha, hasta que sean modificados de acuerdo a ley.

Los Señores Ministros de Estado, el Presidente de YPFB y las Fuerzas Armadas de la Nación, quedan encargados de la ejecución y cumplimiento del presente Decreto Supremo.

Es dado en el Palacio de Gobierno de la ciudad de La Paz, al primer día del mes de mayo del año dos mil seis.

FDO. EVO MORALES AYMA. David Choquehuanca Céspedes, JuanRamón Quintana Taborga, Alicia Muñoz Alá, Walker San Miguel Rodríguez, CarlosVillegas Quiroga, Luis Alberto Arce Catacora, Abel Mamani Marca, Celinda SosaLunda, Salvador Ric Riera, Hugo Salvatierra Gutiérrez, Andrés Solíz Rada, WalterVillarroel Morochi, Santiago Alex Gálvez Mamani Ministro de Trabajo e Interino deJusticia, Félix Patzi Paco, Nila Heredia Miranda.

 

04 maio, 2006

Comunicado à Nação (II)
Encontra-se reaparecido o Sr. Ricardo Berzoini, petista confesso e praticante, inimigo público nº 1 dos aposentados e suposto assassino da Velhinha de Taubaté. A presidência da Organizzazione PT parece estar lhe fazendo muito bem: aparenta estar várias arrobas mais gordo. Com um risinho maroto, anda tecendo loas ao Governo na Tv. Por se tratar de evidente provocação aos atiradores de torta de plantão, nada nos resta a não ser exigir: "Creme e Castigo"!

 
Franciscano de luxo
A prisão da quadrilha que assaltou o Senador Raposo com uma relativa ninharia, para os padrões da politicagem nacional, angariada nos recantos de sua mansão carioca, não autoriza ninguém a elevar o vetusto ex-líder ao posto de "primo pobre" da política baré. Já ouviram falar em "pródigo"?

 
Stress
Amazonino Mendes anda suando frio com a captura do problemático Ronivon Santiago. Com essa onda de delação premiada não se deve brincar.

 

03 maio, 2006

Lembrete
Por irmão Paulo

Lá se ia o plácido 1988º ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Num pequeno vilarejo encravado no meio da selva amazônica, integrante da capitania dos cetáceos, começava a imperar como chefe local um jovem, destemido e ousado índio-branco. Havia vencido as eleições contra Gilberto Mestrinho, que se julgava então, como talvez hoje ainda julgue-se, proprietário por direito dos cargos eletivos no Amazonas. Venceu andando de carro velho e fazendo cota para o combustível. As hostes governistas de então não acreditavam que aquela criatura magra, antecipadamente metrossexual, com suas madeixas esvoaçantes, havia derrotado Mestrinho e suas práticas nefandas.

E não deviam acreditar mesmo. Um mês após a posse, nosso herói já circulava em picapes de alto luxo, de propriedade dos empresários que faziam a festa de Amazonino Mendes e seu jegue interventor até há pouco. Iniciou uma atividade frenética de salvamento do Centro da cidade e protagonizou cenas inesquecíveis quando, no auge do brilho, sobre um trator, fora de si, derrubou casas e barracas de camelôs ou comandou sua força paramilitar a baixar o cacete nos coitados. Perseguir trabalhador custou-lhe caro e nunca mais perdeu a pecha de espancador de camelôs. Mas o pior estava por vir.

No mesmo ano (1989), traindo seus eleitores, iniciou um caminho que o levaria a uma aliança administrativa e política com Mestrinho. Foi ainda acusado de embolsar aplicação de um empréstimo bancário tomado pela Prefeitura por ele comandada. Nosso jovem indígena-branco, contraiu empréstimo desnecessário ao município e sem finalidade, por antecipação de receita e sem autorização da Câmara Municipal. O empréstimo, no valor de 5 milhões de cruzados novos, moeda da época, foi feito com o Banco Industrial e Comercial S.A. (Bicbanco). E provocou prejuízo à Prefeitura prejuízo avaliado em US$ 240.892,00.

Soube-se à época que o então Prefeito sacou, no dia 28 de agosto de 1989, cheque administrativo emitido em favor da prefeitura de Manaus. O valor ficou desaparecido até 6 de setembro seguinte, quando reapareceu na conta da prefeitura, no BIC. Segundo o documento, a prefeitura deixou de auferir lucros com a aplicação financeira desses recursos, numa época em que a inflação e os juros eram altíssimos.

O escândalo foi grande, rendeu até apuração na Câmara de Vereadores que, não obstante ter concluído pelo sumiço de fato do dinheiro por uma semana, nada fez de concreto em relação à responsabilidade política do prefeito. Em sua defesa, tempos depois, o índio branco apresentava uma certidão do Banco Central onde é relatado que o banco Bic foi intimado a devolver - o que não significa que tenha devolvido efetivamente - os US$ 240 mil auferidos com a aplicação do empréstimo à revelia da prefeitura. Mas como se sabe, o Banco Central escrevia qualquer coisa que esse cidadão pedisse até uns anos atrás.

Hoje, vinte anos depois, candidata-se novamente a um cargo no Executivo. Amargando índices altíssimos de rejeição, assume uma incompreensível candidatura ao governo do Estado e conta, inclusive, com o apoio declarado de São Jefferson. Amazonas, terra de muros baixos.

PS. Quem é o sujeito? Bom, se você até agora não sabe, sinceramente, não merece sabê-lo.

 

02 maio, 2006

Comunicado à Nação

Este blogue parte para o sacrifício e declara-se doravante* em greve de Anthony Garotinho.

* Ou seja, até o próximo post.

 

A Veja que não circulou
Por irmão Paulo

Com 9 anos de atraso, a Veja que não circulou no Amazonas.
04.06.1997
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POROROCA DE ESCÂNDALOS
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Depois da acusação de comprar votos
pela reeleição, Amazonino Mendes é suspeito
de ter empreiteira que trabalha para o Estado
.
Sandra Brasil e Leonel Rocha

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O governador
Amazonino (foto ao lado),
o ex-testa-de-ferro
Fernando Bomfim
e o corpo de Rosenski:
reunião para falar de golpes e
de um assassinato
.
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Quatro meses depois de fazer bonito na reeleição, em que entregou dezenove votos para ajudar o governo a aprovar a emenda que permitirá a Fernando Henrique Cardoso disputar um segundo mandato em 1998, o governador Amazonino Mendes, do Amazonas, transformou-se numa pororoca de escândalos. Há duas semanas, ele apareceu como homem da mala no balcão da reeleição, apontado por dois ex-deputados que venderam seus votos por 200.000 reais. Na semana passada, o governador foi acusado de outro crime -- ser o verdadeiro dono de uma das empreiteiras mais ativas do Amazonas, a Econcel, que, fundada há cinco anos, faturou mais de 50 milhões de reais em duas dezenas de obras públicas no Estado. Caso a denúncia seja comprovada, Amazonino Mendes terá assegurado um lugar inovador na história da corrupção brasileira. Não é o clássico caso do político que promove concorrências fraudadas para beneficiar empreiteiros, recebendo uma comissão em troca -- o governador faz obras públicas em benefício próprio, sem intermediários.

A denúncia foi feita por um empresário de Manaus, Fernando Bomfim. Correndo o risco de se auto-incriminar e ir para a cadeia por falsidade ideológica, com pena prevista de um a cinco anos de prisão, Bomfim confessou ter feito carreira como testa-de-ferro de Amazonino. Ele tem meios de sustentar o que diz. No dia 17 de março, Bomfim gravou uma conversa com Armando, filho do governador. Na reunião, que durou duas horas, fala-se sem rodeios sobre a troca dos laranjas na empresa. Pela conversa, Bomfim entregaria sua parte na empresa, 70% das ações, para ser dividida entre outros três testas-de-ferro: Alexandre Auad Neto e seu filho, André, e Julio Mussa Cury. Na fita, o filho Armando diz, com a naturalidade de quem está acertando a compra de um automóvel numa concessionária, que o pai pediu que a troca fosse feita o mais depressa possível e relata que levou uma bronca pela demora em resolver a questão. Existe uma prova de que a negociação da fita é autêntica. Num dos cartórios de Manaus consta que, oito dias depois da reunião gravada, a Econcel trocou mesmo de "sócios". Pelos documentos, a mudança foi idêntica ao que se acertara na fita.

Homem rico -- Aos 57 anos, Amazonino Mendes é um milionário, com patrimônio estimado em 200 milhões de reais. Mas, sempre que precisa revelar sua fortuna à Justiça Eleitoral, o que vem a público é uma lista de bens de operário da Zona Franca. Daí por que no Amazonas se desconfia que o governador recorra a testas-de-ferro para comandar as suas empresas. A Capa e a Exata, duas empreiteiras do Estado, por exemplo, são de Otávio Raman, um ex-motorista de caminhão e dono da belíssima mansão onde o governador reside em Manaus. Na fita, diz-se que Raman costuma apresentar-se como sócio do governador. A Exata fechou recentemente. "A tática é essa", acusa Bomfim. "Eles criam uma empresa, colocam no nome de alguém e sonegam impostos até pedir a falência. Depois criam outra, com outro testa-de-ferro, e assim vão indo", conta.

O engenheiro Fernando Bomfim, 56 anos, que até janeiro presidia a Ceam, a estatal de energia elétrica do Estado, conhece Amazonino Mendes há mais de trinta anos. "Do tempo em que nem eu nem ele tínhamos onde cair vivos quanto mais mortos", diz Bomfim, que hoje também é um homem rico, com 3 milhões de reais de patrimônio. Em abril de 1995, três meses depois de tomar posse como governador do Estado pela segunda vez, Amazonino chamou Bomfim para uma conversa. Disse que a Econcel, havia três anos, estava crescendo muito e queria pôr no comando da empresa alguém de sua estrita confiança. Com a concordância em emprestar seu nome, Bomfim entrou no lugar de outro testa-de-ferro. Dono de uma consultoria, recebia da Econcel por serviços prestados. Ficou dois anos como testa-de-ferro. "Não ganhava nada dos lucros da empresa", afirma, dando a entender que, para azar de Amazonino, não se tornou testa-de-ferro por amor -- mas por resultados.

Assassinato -- Rica nos detalhes, a fita mostra que pai e filho têm uma relação de disputa em família -- tanto que, a certa altura, Armando, 32 anos, conta que conversou com o pai só para desfazer a suspeita de que o estava roubando. Armando também fala de um assunto escabroso, a morte do empresário Samek Rosenski, dono da fábrica de relógio Cosmos, assassinado em São Paulo, com um tiro na cabeça, quando seu carro estava parado num cruzamento. Depois de dizer que foi prejudicado por Rosenski num negócio, Armando revela detalhes sobre sua morte. Conta que soube do assassinato de Rosenski quando estava de viagem por Viena e relata uma novidade sobre o crime -- um segurança seu em São Paulo foi a primeira pessoa a encontrar o corpo. Ao saber da morte, um sócio que o acompanhava na viagem ficou tão contente que comemorou com um champanhe. No meio da conversa, em tom pouco angelical, Bomfim chega a comentar: "Esse f.d.p. mereceu a bala na cabeça".

Tantos detalhes produziram a hipótese de que a família do governador poderia estar envolvida até num assassinato. Mesmo porque o principal condenado até hoje, Samuel Wolfsdorf, um ex-funcionário de Rosenski, foi para a cadeia por ter contratado os três matadores do empresário, mas jamais ficou claro quem foi o mandante do crime. "Nada impede que haja outra pessoa acima dele", admite a promotora Eloísa Damasceno, que trabalhou no caso. Ao tomar conhecimento da fita gravada, no entanto, a família do empresário morto redigiu uma nota repudiando a suspeita sobre o governador. Também não existe um motivo claro para que a família do governador arquitetasse o crime. Pelo contrário. "O Amazonino era um sócio oculto dos negócios de Rosenski . Com a morte dele, os herdeiros não lhe deram a parte devida e o governador teve prejuízo de milhões", suspeita Bomfim.

"Lancetar o tumor" -- "Jamais tive e não tenho testa-de-ferro e vou provar que a Econcel nunca recebeu privilégios para realizar obras no Estado", diz Amazonino Mendes. Já houve passeatas de protesto contra Amazonino em Manaus, mas por enquanto o governador parece tranqüilo. Entre os 24 deputados que integram a Assembléia Legislativa, que poderia criar uma CPI para investigá-lo, dezessete compõem a bancada de apoio ao governo. Outro risco para Amazonino, bem mais sério, seria uma CPI no Congresso Nacional. Nesse caso, é o governo Fernando Henrique que trabalha, noite e dia, para impedir que seu aliado do PFL na campanha pela reeleição sofra constrangimentos. O Planalto botou cabresto no PSDB e no PFL, fazendo com que os recalcitrantes tirassem a assinatura de apoio à CPI. O governo quer que a investigação pare nos dois pobres-diabos que renunciaram. Não tem curiosidade em saber quem deu dinheiro aos ex-deputados Ronivon e João Maia, esperando que o escândalo seja encerrado com a simples cassação dos deputados do Acre suspeitos de vender o voto. Na semana passada, com a denúncia de corrupção nas prefeituras do PT, a bancada do governo, no Congresso e também na imprensa, fez a festa, pois ficou mais fácil esquecer as propinas da reeleição (veja reportagem nesta página).

Nem tudo correu como manda o figurino, porém. Na terça-feira, o veterano Almino Affonso, tucano de São Paulo, relator do processo de cassação de três deputados na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, não quis ser conivente com a operação-abafa. Almino ficou convencido de que queriam fazê-lo de bobo, pois o órgão não tem poderes para chamar suspeitos e testemunhas, para dar voz de prisão em caso de depoimentos falsos nem para pedir a quebra de sigilo bancário. "No máximo, poderia convidar os envolvidos a depor, mas jamais poderia convocá-los com força impositiva", diz o deputado. Depois de ler o regimento e estudar o caso, o deputado concluiu que faria um trabalho pela metade. "Poderia até punir quem vendeu os votos, mas deixaria na impunidade aqueles que compraram os votos."

Depois da renúncia, Almino Affonso distribuiu nota à imprensa em que se manifestava a favor da criação da CPI. "Ouso fazer um apelo às forças que apóiam o presidente Fernando Henrique Cardoso no sentido de que tenham a coragem cívica de lancetar o tumor, que vai crescendo quanto mais se busca ocultá-lo", diz a nota. O Planalto não se comoveu. Tanto que já encontrou um substituto para Almino, o obscuro deputado Nelson Otoch, do PSDB do Ceará. Aos 57 anos, Otoch cumpre o primeiro mandato, mas a falta de experiência não é o traço mais marcante de seu perfil. Ele também é radical adversário da CPI da reeleição. "Uma CPI somente serviria para atender a interesses partidários", diz Otoch.

 

01 maio, 2006

Fodeu-se
Por irmão Paulo

Num resumão rápido do que aconteceu a Garotinho, ex-pré-candidato a Presidente pelo PMDB, historio: No domingo 23 de abril, o jornal "O Globo" publicou reportagem mostrando que as quatro empresas declaradas por Garotinho como doadoras para sua pré-campanha não funcionam nos endereços fornecidos à Receita Federal. A Folha de São Paulo revelou no dia 25 que José Onésio Rodrigues Ferreira, assaltante que cumpre pena no complexo penitenciário de Bangu, aparece como sócio da Virtual Line Projetos e Consultoria de Informática na época em que a doação de R$ 50 mil para campanha foi efetuada. Uma das empresas doadoras da pré-campanha, a Eprin, tem como sócio Nildo Jorge Raja, que também é sócio do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Treinamento (IBDT), que recebeu o dinheiro do governo de Rosinha, através da Fesp, sem licitação, revelou a Folha de São Paulo no dia 26. Luiz Antônio Motta Roncoli, sócio da Virtual Line, aquela doadora, divide endereço (residencial?) no centro do Rio com o presidente do IBDT, Reinaldo Pavarino Júnior. A Fesp repassou, sem licitação, R$ 112,5 milhões para três associações de cujas diretorias fazem parte sócios de três empresas doadoras. O Inep recebeu R$ 52,5 milhões. O Inaap, R$ 34,8 mil e o IBDT R$ 25,6 milhões, mostrou o Globo no dia 27. A Folha de São Paulo revelou que outra ONG financiada pela Fesp é ligada a sócios de empresas doadoras, o Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos do Cidadão (CBDDC), tem como presidente do Conselho Fiscal Hélio Bustamante Secco, irmão de Ricardo Secco, parceiro em vários negócios de Luiz Antonio Motta Roncolli, dono da Virtual Line. Por fim, na edição de 03.05.2006, a Revista Veja contou que Garotinho usou na pré-campanha jatinho que pertence a um criminoso, o João Arcanjo Ribeiro, mas que estava sob a guarda de um administrador judicial e arrendado a uma empresa de limpeza urbana. Como se vê, uma teia de difícil compreensão, montada sem a ajuda de Herr Bastos.

Depois dessa, o que fez o pequeno Bolinha? Poderia ter explicado tudo. Começando por explicitar onde está a legalidade desse duto de recursos públicos direcionados a empresas sem licitação, sem explicação e sem mais nem menos. Em seguida, esclarecida a legalidade dos repasses de verbas, iria explicar que as doações em ‘pecúnia’ (para emular seu estilo carioquesco-cafajeste) foram legítimas, quiçá feitas por irmãos em Cristo, evangélicos humilhados como ele próprio. Em seguida, fechando com chave de ouro (menção honrosa à antiga cachaça), comprovaria, com documentos solicitados do proprietário do jatinho que utilizou durante a pré-campanha que as viagens foram pagas, e não dadas, e o avião não pertenceria a um chefão do crime organizado e sim a uma empresa de transporte realmente estabelecida no mercado ao invés de uma de jardinagem que se tornou a maior locadora de automóveis para o governo de sua mulher, faturando 26 milhões de reais por ano.

Bolinha, entretanto, não fez nada disso. Em evidente ato de desespero, surtado, convocou a imprensa à sede regional do PMDB, no Riii di Janieeeiro, leu um manifesto terrorista, meio carta-testamento, contra a “campanha mentirosa e sórdida” conduzida pela Rede Globo e pela revista Veja, custeada pelo Governo Lula, para destruir sua imagem. Na carta-testamento, intitulada “à nação brasileira”, convoca ainda os evangélicos a um confronto fratricida, ao afirmar que suas “posições cristãs e éticas” são ridicularizadas e tenta instalar um sentimento de insegurança ao mencionar Forças Armadas humilhadas e uma misteriosa entrega do patrimônio nacional à ganância estrangeira. Dito isto, anunciou uma greve de fome só será suspensa quando: 1. for instituída uma supervisão internacional no processo eleitoral brasileiro. 2. os veículos de comunicação que fazem calúnias cedam o mesmo espaço para que a população possa conhecer a (sua) verdade dos fatos. Cá entre nós, isso não vai acontecer nunca e o Bolinha entrou num beco sem saída.

Garotinho é o que há de mais degradante na política brasileira atualmente, entre os competitivos. Só o que o Riii tem produzido ultimamente. ‘ Sua trajetória pública como executivo e, agora, como pré-candidato é marcada por populismo, intervencionismo, irresponsabilidade fiscal e administrativa, corrupção, práticas fraudulentas e até falsidade ideológica’, não admira, pois, se na calada da noite, abraçado à sua Lulu, nosso Bolinha, furando escondido a greve de fome, empanturre-se de guloseimas e de doces, tentando esquecer a embrulhada na qual se meteu. E se fodeu.