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30 junho, 2006

A Filosofia do Futebol
Do departamento de frases feitas

“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.” – Neném Prancha, ex-roupeiro do Botafogo

“Treino é treino, jogo é jogo.” – Didi, bicampeão de 58 e 62

“Clássico é clássico e vice-versa.” – Jardel, ex-Grêmio

“O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” – Vicente Matheus

“É meu amigo... Brasil e Argentina é sempre Brasil e Argentina.” Galvão Bueno

“A partir de agora meu coração tem uma cor só: Rubro-negro!” – Fabão, ao ser contratado pelo Flamengo.

“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” – Jardel

“Nem que eu tivesse dois pulmão eu alcançava essa.” – Bradock, amigo de Romário, reclamando de um lançamento longo.

“Tô sentindo uma figada na pantuvilha...” – Camillo, ex-zagueiro do Santos, deixando o campo e apertando fortemente a coxa.

“A bola ia indo, indo... e iu!” – Nunes, ex-centroavante do Flamengo

“Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” Jardel

“Se dé, dé, se num dé, num dé!” – Rivellino, comentando Argentina X Camarões, 1990.

“Haja o que hajar o Corinthians será campeão.” – Vicente Matheus

“Assinar, ainda não assinei, mas já acertei tudo bocalmente...” Pitico, ex-Santos, perguntado pela esposa se já tinha assinado a renovação do contrato

“O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” – Vicente Matheus, desmentindo boatos sobre a venda do Sócrates

“Jogador tem que ser completo como o pato, que é um animal aquático e gramático.” – Vicente Matheus

“Isso aqui até parece um cardume de abelhas!” – Edson Ampola, ex-Santos, ao ver Pelé cercado por garotos pedindo autógrafos

“Se eleito, prometo apedrejar todas as ruas da cidade...” – Mingão, volante do Noreste de Bauru, num comício como candidato a vereador

“Meu clube estava à beira do precipício mas tomou a decisão certa: deu um passo à frente!” –
João Pinto, do Benfica de Portugal

“No México é que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” – Ferreira, ex-ponta do Santos

“A falha individual é do coletivo.” – Wanderley Luxemburgo

“Se entra na chuva é pra se queimar.” – Vicente Matheus

“Chego de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.” – Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama mandado a família quando em excursão à Europa

“Quero agradecer a Antarctica pelas brahmas que nos enviou...” – Vicente Matheus

“Graças a Deus tive sucesso tanto na minha vida futebolística quanto na minha vida humana...” – Nunes

“Nosso mais novo reforço para compor a zaga é o Quero-Quero.” – Vicente Matheus, referindo-se à contratação do lateral Biro-Biro.

“O maior general da França é o General Eletric.” – Idem

“Nunca me senti tão mal hoje como agora...” – Narciso, ex-lateral da Portuguesa Santista.

“Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo Nasceu.” – Claudiomiro, meia do Inter, ao chegar em Belém do Pará, para uma partida contra o Payssandú.

“A partida só acaba quando termina.” – Neném Prancha


 

26 junho, 2006

Síndrome de Kate Lyra
Por Fran Pacheco

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O primeiro caso registrado desta afecção tropical foi amplamente divulgado pelo “Planeta dos Homens” (R. Globo, circa 1980). Pode-se considerar como “paciente zero” uma fogosa, (ainda que um tanto desprovida de carnes) pesquisadora, compositora, atriz, cônjuge do Carlinhos Lyra e, last but not least, peladona da Playboy: Mrs. Kate Lyra (née Katherine Lee Riddell Caughey). Foi ela a primeira a suspirar, com carregado acento yankee: “Brasileiro é tããão bonzinho!”

De lá pra cá, o flagelo se espalhou sorrateiro, incontrolável, atingindo milhões de brasileiros em sua forma ativa (a de ser bonzinho) e uns tantos privilegiados em sua forma passiva, a de receber o afeto que se encerra em nosso peito juvenil. Desnecessário dizer que a forma passiva é altamente benigna. Que o digam pacientes notórios, felizes da vida, como Pimenta Neves, Luís Estevão, Coronel Ubiratan do Carandiru, Ângelo Calmon de Sá, Salvatore Cacciola, e vasta e sortida alcatéia. Ainda hoje, curtindo o exílio e os milhões de dólares doados pelo Banco Central, Don Caccio tem acessos severíssimos de riso até suspirar, contemplando o pôr-do-sol no Mediterrâneo: “Ma brasiliano é tanto buono!”

Do lado ativo, altamente maligno, a epidemia de altruísmo tupiniquim já atinge 45% dos eleitores, segundo o último boletim do IBOPE, ensandecidos para agraciar, em 1º turno, o PT com mais quatro anos de fortes emoções. Parece repetir-se assim o surto de benevolência que reelegeu FHC em 98 – e sem perspectiva de qualquer tipo de vacinação.

Pela evolução do quadro clínico, o atual e futuro Prefidente se tornará um caso raro de paciente bipolar, transitando com todo gingado da ativa pra passiva. Além de ser bonzinho a não mais poder (Evo Morales, Delúbio Soares, vagadundos do MST e mensaleiros em geral que o digam), Lula mal sabe o que fazer com tanta cordialidade de seus súditos. Sua única esperança de extravasar é a criação de um centro de terapia em grupo, onde ele e outros companheiros cheios de graça possam se abraçar e gritar, a plenos pulmões, aquilo que andam sussurrando pelas alcovas do poder: “Brafileiro é tããão bonfinho!”


 

24 junho, 2006

O copo: modos de ver
Por Fran Pacheco

Para o governo, o copo está meio cheio (por obra e graça da atual administração), mas no fundo isso é ruim: poderia haver mais para meter a mão. Para a oposição, o copo está meio vazio (culpa do governo), mas no fundo isso é bom: ainda resta algo pra meter a mão. Para os tecnocratas, não é que haja escassez água – o que existe é excesso de copo. Para a turma do abafa, melhor é esperar a sujeira decantar para o fundo do copo. Para o Fisco, a água do copo nunca será o bastante para matar a sede do Leão. Para os sem-terras, o copo deve ser depredado. Para os neoliberais, o copo deve ser privatizado a preço de banana, mas com direito a vultosa comissão. Para os investidores, o copo pode e deve ser comprado, desde que o BNDES pague a conta. Para George Soros, a aposta é que o copo vai quebrar. Para o Prefidente, o copo é a medida de todos os porres (e o bafômetro é o sistema métrico). Para os radicais de esquerda, o povo é livre para fazer com o copo o que eles, os radicais de esquerda, bem entenderem. Para os radicais de direita o copo não tem água benta o bastante. Para os conoisseurs, o copo é inadequado para a bebida, daí a necessidade de despachá-la para copos suíços. Para o povaréu está reservado o suor do copo. Para os conservadores, já não se faz mais copos como antigamente. Para os conformistas, o copo sempre foi assim e assim há de ser. Para os idealistas profissionais, é possível um dia transformar o copo, negócio é saber quanto eles vão levar nessa. Para os éticos de fachada, da água do copo eles nunca beberão, mas quando bebem, ah... que voracidade. Para a imprensa marrom, tempo bom é tempestade no copo d’água. Para os líricos, o copo é um copo é um copo. E para a onça, cada vez mais sedenta, difícil mesmo é esperar a hora de beber dessa água.

 

Falconetes: o bagulho é doido!
Por Torquato Piauí

MV Bill continua desafinando o coro dos contentes.


Ligue o rádio, ponha discos, veja a paisagem, sinta o drama: você pode chamar isso tudo como bem quiser. Há muitos nomes à disposição de quem queira dar nomes ao fogo, no meio do redemoinho, entre os becos da tristíssima cidade, nos sons de um apartamento apertado no meio de apartamentos.

Você pode sofrer, mas não pode deixar de prestar atenção. Enquanto eu estiver atento, nada me acontecerá. Enquanto batiza a fogueira – tempo de espera? Pode ser – o mundo de sempre gira e o fogo rende. O pior é esperar apenas. O lado de fora é frio. O lado de fora é fogo, igual ao lado de dentro. Estar bem vivo no meio das coisas é passar por referência, continuar passando. Isso aí eu li uma vez no Pasquim.

O rapper MV Bill é um que não está esperando por nada – ele deve saber, com certeza, que o princípio está sempre no fim, por isso que ele deixa sangrar, do lado de fora, do lado de dentro. Está vivo, novamente passando entre as coisas e sabendo que tudo só é meio no fogo – e cai no fogo sabendo que vai se queimar.

Muitos o consideram uma contradição, um paradoxo entre o morro e asfalto, marcado pelo discurso de português correto e a origem humilde, pelo passe quase livre entre a classe A e a defesa das classes C, D e E.

Se MV Bill já era polêmico quando fazia apenas música, tudo se potencializou depois de “Falcão - Meninos do Tráfico” - documentário e livro assinados com Celso Athayde que agora fazem tripé com o CD “Falcão - O Bagulho É Doido”, lançado no início do mês.

O projeto, por si só uma bomba jogada na sala de estar das famílias que desconhecem a realidade nas periferias brasileiras, ganhou ainda mais notoriedade quando o rapper foi à Daslu. “Vendido” e “ingênuo” foram dois dos adjetivos mais ouvidos entre seus críticos.

– Eu quis ir à Daslu. Ninguém me convidou. É o templo do consumo, onde está o dinheiro. Fui dizer: ou vocês ajudam a mudar essa realidade, ou serão vítimas dela. Não fui fazer show, como outros –, defendeu-se o rapper.

No mês passado, MV Bill veio aqui em Manaus fazer uma palestra e lançar seu livro e ninguém, ao que me conste, parece ter compreendido o sentido profundo dessa viagem dessa palestra. Foi apenas uma viagem e uma palestra, mas foi fantástica demais.

É que, enquanto você curte lá o seu tempo de espera, enquanto você espera um dilúvio que apague o fogo, MV Bill veio reafirmar tranqüilamente, para o Amazonas inteiro, que estar vivo significa estar tentando sempre, estar caminhando entre as dificuldades, estar fazendo as coisas, e sem a menor inocência.

Os inocentes estão esperando enquanto aproveitam para curtir bastante conformismo disfarçado em lamúria, ataques apocalípticos e desespero sem fim. MV Bill deixou claro que não está exatamente esperando nada. Está na batalha. Não está nessa aí de esperar sentado, chorando, curtindo à moda conformista como fazem os inocentes (inocente é sempre útil) do meu país.

MV Bill está mandando ver como sempre. E, por falar nisso, vocês já ouviram direito o novo CD do cara? Curtiram a suingueira sampleada de Sandra de Sá (“Olhos Coloridos”), Caetano Veloso (“Qualquer Coisa”) e Vanusa (“Cinema Mudo”) em versões personalíssimas? Bom, não é? Cordiais saudações, falconetes! Já que o bagulho é doido, eu vou apertar mais um. Fui.


 
Matematicamente falando...
Gana é a seleção com menor média de idade da Copa do Mundo (25 anos). Porém... como a expectativa de vida por lá anda na faixa dos 56, podemos ficar tranqüilos. O que vamos enfrentar é praticamente um time de senhores de meia-idade.

 

23 junho, 2006

Você já foi a Benin?
Por Wally Sailormoon

Se não fosse pelos parangolés, Benin seria uma bosta.

Benin, mas por que Benin e não a Áustria por exemplo – me indagava estupefato o publicitário Carlito Maia, enquanto apertava mais um. Porque o Benin é a Proto-Bahia – pensei calado.

Fran Pacheco e seu programa de milhagem me proporcionaram esta travessia do Atlântico nas asas da Varig Varig Varig e eu ia recitando qual mantra os versos de Fernando Pessoa “Ó mar, quanto de teu sal são lágrimas de Portugal?”. A grandeza da abdicação poética Arthur Rimbaud ou a trivialidade de um safari noveau riche com jornalistas brasileiros.

Caso a aduana me perguntasse – quais as armas que você está levando? Eu de pronto responderia: as armas da crítica. Porque a crítica (e o diário, o correio, o em tempo, etc...) que não toque na poesia.

O projeto de uma Bahia não localista, desprovinciana, não-autista, uma Bahia capaz de estabelecer pontes, conexões com Europa, Ásia, África e América. Será esse sonho louco, fora de propósito de um Erasmo retardado, u-topia?

Fran Pacheco e seu programa de milhagem me proporcionaram sentir no Benin o fenômeno ronaldiano conhecido como mito do Brasil ou mais especificamente o mito da Bahia por entre os africanos, um inesperado banzo da Bahia, uma saudade de uma terra prometida e não atingida – bem como aqui, á beira do Rio Negro, ou na América do Norte, ou em Trinidad-Tobago, na Jamaica, no Haiti et caterva – provocada pela diáspora negra. O mito da mamãe África. Mito propulsor.

No aeroporto, um imenso mural, um verdadeiro dazibao beniense insiste em desmentir tal mito regressivo: “L’oiseau volant ne peut jamais regarder em arrière. La revolution en avant”.

Mas minha cuca de poeta batuca e reluta: tal pássaro voador não será uma encarnação entusiasmada da entidade que atende pelo nome de Orfeu ou Ossaim?

Benin, pobre Benin, com seu socialismo de fachada. Hélio Jaguatirica iria adorar os parangolés, mas... e o resto, essa favelização kitsch que agride os olhos e as narinas? A África é a mulher oprimida do mundo.

Um aforismo anarco-niilista do meu parceiro Torquato Piauí informa um pouco melhor: “O primeiro decreto de toda nação africana a ganhar independência é produzir a sua cerveja nacional.” Coitado dos africanos, ainda mais enfrentando o Brasil nas semifinais.


 

O Quarto Círculo do Phoder
Por Ishtar dos 7 Véus, a hedonista

Curtindo um solstício adoidada, Hedôzinha tem certeza absoluta que ainda dá um caldo.

Polêêêêêêmica, fofitos!!! Enquanto Cecezinho e Bussunda estão correndo atrás das cachorras alemãs e dos vira-latas do Parreira, euzita e algumas bibetes friends of mine desembarcamos em Stonehenge (UK) para celebrar o amanhecer do dia mais looooongo of the year!

Por baixo, tinha umas 20 mil pessoas (druidas, wiccas e bofitos da Nova Era, of course!) reunidos em torno do círculo de pedras... O que é aquilo, que o grego Hecateu de Abdera, na sua "História dos Hiperbóreos", datada de 350 a.C., disse ter sido feito em homenagem a Apolo?... Ah, fofitos, mas era tanta gente querendo abrir o terceiro olho, que eu pensei ainda estar na Pride Gay de Sampa.... Abafa!!!

É verdade que a chuva desanimou um monte de gente esperado para o espetáculo... but essa colunista que vos escreve estava realmente precisando meditar um pouco sobre essa crazy life pós-death que ando levando, a finitude das coisas que a gente ama e a teimosia do Parreira em não escalar o Juninho de Olinda...

Observando os milhares de bibetes de mãos dadas enquanto aguardavam ansiosamente pela pílula do prazer (ecstasy, fofitos, nada de viagra!!!), distribuídas pelo sacerdote-mor de Sallisbury, meu heart se encheu de bons sentimentos (aliás, ele está assim o ano inteiro... of course)!

É muito bom levar uma palavrita amiga a uma friend que passa por hard moments... Tou falando de Gislaine, minha manicure, que não quis vir comigo conhecer o solstício de verão... Éééé!!! Ela levou um fora de seu boyfriend e ficou arrasadédérrima... Coitada... A cabecinha de Gislaine estava um turbilhão de emoções confusas... Tadinha... Não sabia se tirava minhas cutículas ou chorava em meus ombritos...

- "Gi, minha florzita do agreste, o importante é encarar a situation de maneira superior! Você pode se rasgar, quebrar tudo no seu quarto, se jogar em lágrimas no chão do banheiro... Mas lembre-se: se encontrar o bofito na rua, esteja sempre SUPERIOR!!! Muuuuuita make up, saltinho alto básico, modelito casual black... E sempre rindo e se divertindo e falando com alguém no celular... Como se toooodos os seus amigos interessantéééérrimos e divertidos (eu me incluo, of course) estivessem te procurando e te chamando para mil eventos... Ok, ok... ninguém te liga há dias? Fiiiinja!!! Ex-boyfriends do mal não suportam ver uma ex namorada linda-loura-importante-cobiçada-divertida-feliz-e- com-a-raiz-do-cabelo-bem-pintada... Ééééé... Ficam pra morrer!"

Gi ficou tão feliz com meus conselhitos... E eu também fiquei feliz em ajudar uma almita atormentada... Éééé o alto astral de Stonehenge! Eu até perdoei os bifitos que ela tirou nos meus dedos... Ai, ai, às vezes a beleza dói tanto!

Acabo de almoçar no restaurante Heel Stone com meus novos amigos ciganos... Lá é legal but o programa do aparelhito de CD estava enguiçado e fui obrigada a ouvir " My Heart Will Go On" cinco vezes!!! Na sexta me revoltei e fui falar com o gerente!!! Siiiiim... Estou em Stonehenge, mas Celine Dion ninguééééém merece!!! E afundei o Titanic! Beijitos, fofitos!


 

 

22 junho, 2006

O harakiri dos samurais com ziquizira
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

Ronaldo acerta o canto esquerdo do goleiro e marca o quarto gol do Brasil contra o Japão.

Futebol é um esporte fabuloso. Na melhor apresentação brasileira nesta Copa, o Japão saiu na frente, com um chute raro contra o gol de Dida que, até então, não tinha feito uma defesa sequer. Em compensação, o goleiro japonês Kawaguchi já tinha feito cinco, em chutes de Robinho, Ronaldo e Juninho.

A Seleção Brasileira jogava bem e dava espetáculo, de pé em pé, mesmo que, algumas vezes, tudo morresse nos pés de Ronaldo, o mais pesado o time, ao lado de Lúcio. Cicinho estreou bem e Gilberto nem tanto, um pouco tímido, contrastando com uma certa ansiedade de Juninho.

Só que Juninho e Gilberto Silva dão outra qualidade ao meio de campo brasileiro e na base desta qualidade é que Ronaldo empatou, no último minuto, com seu primeiro gol de cabeça dos 13 que já marcara em Copas do Mundo.

No segundo tempo a qualidade do futebol da Seleção se manteve, com uma vantagem essencial: as bolas começaram a entrar. Uma quase entrou depois que Ronaldinho tocou de calcanhar para Ronaldão. Outra entrou, de fora da área, com todo veneno a que Juninho tem direito. E mais outra morreu nas redes japonesas, depois de belíssimo lançamento de Ronaldinho para Gilberto chutar cruzado, indefensável. Finalmente, Ronaldo marcou o quarto gol, igualando-se a Gerd Müller na história das Copas. Viva o gordo!

No final, um pouco mais de olé e a torcida cantando, "ê, fudeu, o Ronaldo apareceu". Além dos gols, pedaladas, lindos passes, dribles para lá e para cá, ou seja, tudo que o futebol brasileiro faz como nenhum outro, exceção feita ao rival argentino.

Aliás, é isso mesmo. Hoje, em Dortmund, a Argentina que goleou Sérvia e Montenegro fomos nós. E está criado um belo problema para Parreira. Como tirar os que entraram tão bem, tão melhor que os que estavam jogando?

Por enquanto, só resta agradecer ao técnico por ter tido a ousadia de criar tal problema para si mesmo. O Brasil todo e 65 mil pessoas no estádio podem dizer, enfim, arigatô, Parreira. A Copa começou. Gana vem aí.

NOTA DO FRAN PACHECO

O noticiário da Copa do Mundo, desatualizado e mal redigido, que apresentamos nesta edição é de responsabilidade do Juca Kfouri (UOL-Blogs), pois o irresponsável que está na Alemanha como nosso enviado especial, o famoso repórter e pau para toda obra, Cezário Camelo, vulgo Cecezinho, caiu na cachaça desde que recebeu a visita de Bussunda e deve estar amasiado em algum puteiro germânico, na periferia de Berlim. As únicas linhas escritas por Cecezinho até o presente momento foram pedindo mais dinheiro para gastar com cerveja, rapariga e viagra. Deixa estar que quando voltar, o vagabundo vai saber com quantos tiros se faz uma reforma agrária.


 

19 junho, 2006

Boas previsões da meteorologia para o jogo contra o Japão de Zico. A temperatura no pé do Galinho anda batendo todos os recordes negativos nesta Copa.

 

18 junho, 2006

Orgulho de dar a bunda? Credo!!!
Por Ishtar dos 7 Véus, a hedonista

Hedôzinha corre pro abraço e continua dando bandeira de que é a maior vagaba do nosso Club. Morra, infeliz!

Fofitos, a Parada do Orgulho Gay em Sampa this year in this saturday foi tuuuuuudo de bom!!! É evidente que esse orgulho de dar o tareco não está com nada.... Sei disso por experiência própria!!! Faz como aquela cerveja e experimenta.... E experimenta... E experimenta... Só conheço coisa pior: comer 27 pimentas malaguetas com uma costela de jaraqui...

De qualquer forma, me livrei de pagar um canguru perneta pro Cecezinho (me algemar e vendar e depois me barbarizar... que quéééiiiisso???) e ameeeiiiiii o lance lá em Sampa. Segundo a PM (nosso estoooooque de bofiiitos desepereeeaaaados pra liberar a entrada de serviços!), o evento em sua décima edição reuniu 2,5 milhões de pessoas. Para os organizadores, o número foi ainda maior: 3 milhões... Eu estava lá de corpo presente: minino, nunca vi tantos rasga-mortalhas agarradinhos... Abafa!!!

O eventito começou no final da manhã de sábado, em frente ao Masp. O prefeito Gilberto Kassab (PFL), que é cheegaaadísssimoooo a sentar num kiiiibe com manjericão ( Por que não KY-Gel?... Abafa!!!), acompanhou o lançamento da parada e declarou que "acha difícil" que o evento seja na mesma região, no ano que vem. Tá loka, mona?... Tá descompensada?... Faz reposição de hormônios, pô!!!

Kassab deixou a parada por volta das 14h30, quando a drag queen Silvetty Montilla, íííícoooooone da cultura GLS paulistaaaaaaana, ainda discursava no trio elétrico que abriu a festa (tinha 22, cada um com um bofe lindito abrindo a gargantua pros pantagruels... Abafa!!!).

Devido à ameaça de mudança, Silvetty, trajada com um vestido-básico de arco-íris, puxou gritos de "a Paulista é nossa, o Kassaba é bosta!". Se o Cecezinho estivesse aqui, tinha mostrado a jeba mui formosa pro prefeitinho.... E eu teria caído de boca... Abafa!...

Agora, meus linditos, imperdível mesmo vai ser a Hopi Hari, que rola (não é rôla, revisão!) daqui a pouco. Batizada de"Gay Day", a ex-culhambação começa daqui a pouco, às 10h, antes do Brasil meter seis a zero na Austrália, e vai até às 20h. A expectativa é atrair 18 mil visitantes, no parque que fica em Vinhedo (79 km a noroeste de SP). O transporte (ida e volta) custa R$ 20. A entrada custa R$ 34 (compra antecipada) e R$ 42 (bilheteria). Quem liberar o furico não paga nada... Abafa!

Pelo que me dizem, vai ser a Glória!!! Stefan, Pires e Menezes! A music? Well, digamos que o top-tudo-super-maravilhoso-inigualável-e-fofo Bussunda vai comandar as carrapetas... Ééééé... House fiiiiino da melhor qualidade! Querem mais? Teeeeem também o fofitíssimo black-beautiful-boy comendador Simones (ex-Disco de Ouro, que subiu pro segundo andar na semana passada) e os ótimos Big Boy (rádio Mundial) e Aldemir (que tocou na festa “Baile da Pesada”, no Canecão, lá pelos anos 70).

Essa colunista deseja o maior sucesso a toda a tchurmita! Se eu vou estar lá? Linda, loura, tubinada, houseada, technicada, eletronizada e tranceada! Salomito Benchimol, você é mesmo muuuuito chique! E né que o bofito foi pros States ver o show da deusa Madonna??? Ééééé...Music makes the people come togheter...

Ai, linditos! Tou atarefadadééééérrima... Prova final do meu curso de Origami, niver do meu teacher de Power Yoga, jogo do Brasil (hello, Cecezinho, se a gente passar pra outra fase te deixo me passar de novo!... Abafa!), ensaios do Chico Cardoso (vou ser sinhazinha do Garantido como cover da Britney Spears... Te mete!), conserto do meu Revlo-Styler...

E ainda hoje... Chego podrita em casa e vejo o estofador que eu contratei para dar um upgrade num sofazito meu, pooooooodre de bêbado! Disse que me amava e que ia cometer o suicídio... O que tem a ver uma coisita com a outra? Ai, perguntei logo o signo dele... Peixes! Ai, ai... Enigmááááticos e adoram uma cena tipo "Give me the Oscar"... Num tô podendo!!! Bye, queriditos! ( e que se foda a Austrália!!! Mulher de Aquarius – valeu, Paoletti! – não se emenda mesmo!). Ciao.


 

17 junho, 2006

Bota água no feijão que chegou mais um!
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

Bussunda será o novo parceiro de Cecezinho nos basfonds alemães.


A nossa tradicional feijoada dos cardisplicentes, realizada todos os sábados, a partir das 14h, na cervejaria Hofbräuhaus, ali em Marienplatz, a praça central de Munique, recebeu hoje um convidado de peso: o humorista Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, 43, do programa "Casseta & Planeta Urgente!", que morreu esta manhã, na cidade de Parsdorf (16 km de Munique), vítima de um ataque cardíaco.

Bussunda, que estava no país desde o início da Copa acompanhando a seleção brasileira junto de parte da equipe do programa humorístico, foi saudado pelo escritor Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, e pelo jornalista e compositor Antonio Maria. O pagode que embalou o feijão amigo, regado a muita caipirinha, weissbier (cerveja de trigo), vodka, carne de porco, chucrute, repolho roxo e batata, foi comandado por João Nogueira, Carlinhos de Pilares, Cássia Eller e Tim Maia. De sobremesa, as tortas com frutas vermelhas e massa folhada com recheio de maçã e creme chantilly.

Bussunda sofreu um ataque cardíaco na manhã de hoje, depois que soube que Carlos Alberto Parreira vai manter contra a Austrália o mesmo timeco que enfrentou a Croácia. Apesar de socorrido por paramédicos, ele morreu no hotel Erb Best Western, onde estava hospedado e veio reforçar a equipe do CT na Copa, como “frila”, já que a espevitada Hedôzinha nos abandonou em pleno tiroteio para ir cobrir a Parada dos Baitolas em Sampa.

Hoje mesmo, eu e Bussunda vamos começar a pegar as cachorras que ficam dando pinta na Kaufingestrasse, uma rua localizada diretamente em uma das saídas do metrô (U-Bahn), também na Marienplatz, que conta com lojas de departamento como a galeria Kaufhof e a Karstadt, além de eletrônicos como a Saturn e vestuário como a H&M e Zara. Haja coração e viagra!


 

16 junho, 2006

Antes que eu queime a língua
Por Fran Pacheco

Teriam os craques brasileiros se apequenado na Copa?

Não há escapatória possível neste mundo que virou uma bola murcha (Adidas, modelo “teamgeist”). O mundo parou (que o diga a Varig), virou um interminável replay de um intragável “fairplay”, com anúncios no meio. Saudades do tempo em que a geral gritava “Porrada! Porrada!” no Maracanã e o Almir partia sozinho, do alto de seu 1,60m pra baixar o sarrafo em meio time do Bangu. O Almir morreu com um tiro na testa, mas isso eu conto depois. Agora é tempo de agonia. Estamos nas mãos da FIFA. Para usar a expressão “Copa do Mundo”, neguinho tem que pagar (já que falei, pode mandar a conta pra quadra 16 do Cem. S. João Batista). Talvez um ou outro homem-bomba no Iraque esteja por fora do lance e ainda faça o seu mister, já que o escrete iraquiano está concentrado em Guantánamo. O ex-intelectual Pedro Bial mostra que 6 edições de Big Bosta Brasil deixaram seqüelas e se supera como o maior enchedor de lingüiça de sua geração: suas reportagens são todas em câmera lenta. Até Parreira o Bial mostrou em câmera lenta, analisando poeticamente (acho que essa foi a intenção) o andar, os olhares e a ruminação do muar mais bem pago do país (certamente o Prof. Parreira ganha mais que o presidente). Ronaldinho Gaúcho não se conforma: “mas nos comerciais eu jogava tão bem...”. Irmão Paulo quer distância do assunto, ainda está muito abalado com aquela derrota para o Uruguai em 50... Stella virou bobby soxer do infante Kaká, chutando pra corner a devoção exclusiva ao Heleno de Freitas (Botafogo, idos de 40)... Hedôzinha já se arrancou pra Gay Pride em Sampa. Quem está levando mesmo a melhor é o Cecezinho, curtindo umas de Garrincha e ajudando a aumentar a taxa de fertilidade européia.

Meu desbundado chapinha Torquato manda uma lembrança, material de primeira, tipo do-it-yourself que enrolo com denodo. Entre um trago e outro a coisa me faz refletir: é isso aí, bicho, podes crer. Ponho pra tocar no 3 em 1 o “Loki”. Mas logo logo começo a ouvir o canto do Uirapuru e me desligo dessa “hola” global. Se é pra falar de lixo, vamos ver quem tá mais ligado na parada:

Em 1960 e quebrados, um gerente de cinema de Seul achou a duração do filme “A Noviça Rebelde” execessiva e diligentemente, cortou todas as cenas de música... Nascido por volta de 1800 e lá vai fumaça, Juan Baptista dos Santos era um cubano boa-pinta, que possuía dois membros viris, um par de pernas sobressalentes, grande capacidade mental e, dizem, um furor sexual anormal, que o levou, numa de suas excursões a Paris, a ter um caso com a famosa cortesã Blanche Dumas (que por sua vez tinha 2 vaginas e 3 pernas)... O nome mundial do carro que por aqui se chamou Corcel era “Ford Pinto”, mas mudaram antes de sair anunciando “compre um pinto novo em suaves prestações”... Fazendo as contas, na Bíblia, Jeováh matou mais gente que Stallone, Schwarzenegger, Cabo Bruno e George Bush juntos, inclusive numa dessas, a Humanidade inteira (exceto Noé e a parentada)... O conceituado Britsh Journal of Addiction (agosto/92) descreve três casos altamente incomuns do chamado “Vício de Cenoura”, esquecendo-se, notavelmente, de citar Mário Gomes....

Podia continuar, mas a bagana tá nas últimas, o jogo da Argentalha X Oswaldo-Montenegro já vai começar e não tô afins de queimar a língua falando mal do Fenômeno. Uma lapada só que ele meter no gol e lá vamos ajoelhar e gritar: Caramuru! Caramuru! Ô vida besta, sô!


 

14 junho, 2006

Vende-se com urgência uma passagem da Varig. Motivo: viagem.
***
Varig: uma empresa com os pés no chão.

 

Trelelê básico nos domínios do Club Mamute
Por Ishtar dos 7 Véus, a hedonista

Salvador Dalí acha que o problema da Hedôzinha é despeito e falta de vara.

Deixei o Cecezinho injuriiiiiaaaaaado na Sala de Imprensa do Estádio Olímpico de Berlim, depois de Brasil e Croácia, pra me jogar na party mais badalada de Maneuax City... Tá... Tá... Foi um joguito uó... Mas o importante foi a gente ter faturado os croatas, right?... Primeiro a cabecinha, depois... depois... Abafa!!!

Pois é, Amin Aziz, meu leitor lindito... O que foi aquela festa da torcida brasileira no Club Mamute, hein? Tuuuuudo de bom!!! Tá... Tá... Eu cheguei meio atrasadita, because eu tive que passar antes no niver de uma bibete friend que eu amo de paixão... Tadinha, tava meio deprê porque o namorado a trocou por uma Barbie que é uma mistura de Lisa Simpson com Dolph Lundgren... Meeeedo total!!!

Mas não vamos falar de coisas tristitas... Se eu tenho alguma fofoca? Huuuum... Huuuum... Tão achando que isso aqui é o programa da Leão Loba?

Tá... Tá... Eu sei que eu prometi! Mas resolvi que não vou ficar entregando ninguém because meu professor de Power Yoga disse que isso dá um karma pesadíssimo! Éééé!!! Hedôzinha não veio a esse world pra ficar detonando bibetes, pocheteiras e indefinidos... Se bem que... Aaaah!!! Só um pouquito não faz mal, né?

Sendo assim, o Troféu Uó vai para o casal que quebrou a maçaneta de um dos banheiros do Indian VIP pra ficar trancados e... e... fazer um trelelê básico... Tuuuudo bem, se eles não fossem pegos por um dos seguranças... Miiiiiiico total! Linditos, querem fazer neném? Vão prum motel básico... Tem uns baratinhos... Fran Pacheco me contou que o Nirvana (Citycol, para os íntimos) tá com uma promoção liiiinda! Quebrem o cofrinho de porquinho e sejam felizes!

O Troféu Tuuuudo foi para a parte lounge do place Taj Mahal que tava um babadito só... Toooodos se jogaram nas almofaditas, trocaram figurinhas, brincaram de bafo-bafo... Tudo muito up como mi gusta (Ui... baixou uma Perla básica!). Eu também fiquei jogada, largada, leve e solta.... Uma coisa meio comunidade hippie, meio releitura de Hair, meio Chill Out com a Janis (Joplin)... Amei!

Agora... Errado, errado, errado... Foi o bofe de camisa da seleção brasileira com uma rodela de suor uó debaixo do sovaco, que se colocou e veio cantar "Pra frente, Brasil!" ao pé do meu ouvidito. Honey, essa song é tuuuudo de bom... Mas a sua voz, o seu bafito e o seu cecê era tuuuudo de ruim! Nobody merece!!! No final da festa, vi ele tentando cantar um dos seguranças... Huuuum... Bofe versátil esse... Deve ter cantado "I'm Every Woman" no ouvidito dele... Abafa!

E é hoje, fofitos! Ponham os modelitos black e vamos todos ao Humps Club, na Quintino Bocaiúva!!! Tô louca pra dançar muuuuuuuito nessa night intitulada Sex Love!
Quero conferir todos os babados dos DJs Weter, Alexandre Prata e Pedro Gaiotto... Depois eu conto tudito aqui! Quem ficou com quem... Quem pagou um miquito básico... As carudas... As simpáticas... As pão-com-ovo... As certas... As erradas... Me aguardem que hoje eu tô com a macaca! Uma coisa assim meio Baboo Girl... Meio Conga... Meio Zira... Meio Cheeta... Vejo vocês tooooodos lá! Beijitos!!!

 

13 junho, 2006

Juiz mexicano era a arma secreta de Parreira
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

A torcida brasileira ainda vai sofrer muito com os pernas de pau do Parreira.

Com um gol meio na doida, a seleção canalhinha passou o maior sufoco para vencer o time da Croácia na sua estréia na Copa da Alemanha. A vitória brasileira surpreendeu todo mundo, principalmente ao técnico Parreira. Basta lembrar que no último coletivo, os reservas haviam enfiado 3 a zero nos pernas de pau titulares.

O onze verde-amarelo começou o jogo bastante nervoso, aliás os jogadores estavam tão nervosos que cagaram nos meiões brancos e foram obrigados a trocá-los por meiões azuis. Mas com o transcorrer da partida, a canalhinha conseguiu superar as dificuldades – ajudada pelo juiz mexicano – e tirou o dedo do quincas na hora exata, graças a um chute despretensioso de Kaká. Não fosse Kaká e a caca teria dado no meio da canela.

Pra garantir o resultado, a defesa inteligentemente passou a fazer a linha burra (sei do pleonasmo!) tapando a visão do juiz e dos auxiliares sempre que o adversário atacava.

Por fim, o goleiro Dida esteve impecável, incentivado por seu colega Rogério Ceni, que lá do banco de reservas vez por outra lhe soltava uma praga e balançava os ovos em sua direção.

Três fatores foram primordiais para a vitória verde-amarela: a primeira delas é que graças ao Lá de Cima, croata só presta mesmo é pra brigar com sérvio. Um time que entra em campo fantasiado de arlequim está querendo levar baile de carnaval.

A segunda é que nenhum jogador levou a sério o que Parreira ensinou e o time jogou o que sabe – ou seja, porra nenhuma.

E, por último, Ronaldinho roubou e jogou na privada a estatueta de Santo Antônio, que o Zé Gallo trazia no bolso, se livrando da maldição eterna. É fato: se o gorducho fizer três gols na Copa vai ter que casar com a Raica e voltar a ser corno de papel passado em cartório. Enquanto não encontrarem a estatueta, ele fica livre da praga.

O feito da canalhinha foi, sem dúvida, a vitória da raça, da ginga, da malemolência, da manha brasileira e da roubalheira do gabiru mexicano, que deixou de marcar dois pênaltis a favor dos croatas.

Segue abaixo, uma análise imparcial dos jogadores:
  • Dida – Não teve culpa de os croatas perderem quatro gols cara a cara e não saírem de campo quando o juiz deixou de marcar o segundo pênalti indiscutível.
  • Cafu – Esteve perfeito. Quando os croatas atacavam, ele atacava, quando os croatas se defendiam, ele fazia o mesmo.
  • Juan – Um carregador de piano. Se ganhar a Copa não que ver nunca mais um piano na sua frente.
  • Lucio – Não se entendeu bem com os companheiros, talvez porque só saiba gritar palavrões com o nome da mãe no meio.
  • Roberto Carlos – Esteve muito apagado, parece que lhe faltou uma perna e mais emoções.
  • Emerson – Magistral jogando sem bola, mas quando pega nela é um completo desastre. Estamos torcendo para ele quebrar a clavícula no próximo treino.
  • Zé Roberto – Ter sido chamado de macaco no campeonato alemão fez dele um outro homem. É um volante sem barra de direção – ou seja, só sabe dar carrinhos de merda. Vá pastar, pastor!
  • Kaká – O melhor fisicamente. Correu o campo todo com os croatas atrás dele. Apanhou mais do que padre, freira e posseiro na luta pela reforma agrária.
  • Ronaldinho – O melhor jogador do mundo entrou em campo fantasiado de Jennifer Lopez, mas o espartilho e o salto agulha não lhe deixaram correr direito. Contra o Japão, ele vai entrar de Beyoncé – porque tem tudo pra ser o craque bundão da Copa.
  • Ronaldão – Cansou logo. Parreira não o substituiu no intervalo porque só soube que ele estava em campo depois que ouviu o comentário do Falcão dizendo que o fenômeno não parava de coçar o saco na banheira dos croatas. Será que faltou hipoglós pra passar no fuá?
  • Adriano – Não passa de um simplório centroavante trombador. Mas pra quem começou como trombadinha, na favela de Vila Cruzeiro, na Penha, foi uma evolução e tanto.
  • Robinho – Muito esforço pra pouco resultado. Com a idade dele, o Pelé já tinha sido bicampeão do mundo e o Tesourinha já estava até morto.
  • Juiz – O melhor homem brasileiro em campo. Ele conseguiu sozinho anular todo time croata e ainda fez vista grossa para dois penâltis.
  • Croácia – Sua equipe é muito fraca. Onze homens em campo e não conseguiram acertar sequer uma garrafa de tequila na cabeça do Benito Archundia (codinome “Pancho Villa”, terceiro homem no cartel de Tijuana e ladrão credenciado pela FIFA).

 

Brasi 1 X 0 Croácia - Apontamentos
Por Fran Pacheco

Em matéria de futebol, brasileiro adora reclamar de barriga cheia. E vazia também. Por isso não nego meu DNA tupiniquim e faço minha avaliação pragmática da partida: valeu pelo feriado. Queremos mais!
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O grande nome da partida: Parreira. Pra quem já tinha esquecido dos sofrimentos que ele nos impôs na copa de 94 (ganha pelo Baggio), o técnico provou estar em plena forma.
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Para um time comandado por Parreira, 1 x 0 já é goleada.
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Mais felizes foram os bêbados, que viram dois gols onde só houve um.
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Mais fortes são os poderes da camisa e do riso amarelo do Brasil.
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Para quem já foi tetracampeão ganhando de 0 X 0 da Itália, não há do que reclamar.
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Sufoco, teu nome é Parreira.
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O importante não é ganhar. O importante é ganhar sem ter palpitações no coração. Espírito esportivo, pode deixar pra esses timecos de primeiro mundo como a Suíça. Com uma renda per capita daquelas até eu curtiria na maior elegância uma derrota do meu país para o Brasil.
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O melhor momento do Ronaldo (não-gaúcho) na partida foi sua substituição.
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Justiça seja feita. Ronaldo (não-gaúcho) já fez muito pela Pátria. Merecia ficar só comendo a Raica.
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Má notícia: o próximo jogo cai num domingo. Quase ninguém vai ter o prazer de faltar ao trabalho.


 

10 junho, 2006

MESA BRANCA REDONDA
Por Stella Maris - especial para o Club

O tempo fechou quando o exu Tranca-Ruas baixou no debate mediúnico do Club dos Terríveis.

***
NOTA DO EDITOR: Nem só de Fátima Bernardes vive a Copa do Mundo. Nossa enviada espectral , Stella Maris, ao Club torna (após curtir uma temporada no Hades) e prova que ainda goza, e como goza, de grande reputação entre os VIPs do além-túmulo. Mais colocada do que nunca, nossa repórter conseguiu – com uma ajudinha de Madame Blavatski e do colunista Caixinha – a façanha de reunir na mesma tábua ouija as maiores celebridades defuntas da Alemanha e quejandos para um bate-papo descontraído sobre o esporte das multidões. Acompanhe:
***

CLUB DOS TERRÍVEIS: Vamos começar com uma pergunta bem original. Quem é o maior jogador de todos os tempos?
Beethoven: “Hein?!”
Einstein: “Isso é relativo, minha filha.”
Heisenberg: “Depende...”
Nietzsche: “Lá vêm vocês com o eterno retorno a essa questão!”
Goethe: “Mais luz no estúdio!”
Hitler: “Eu tenho a solução final pra esse problema, fraulein!”
Thomans Mann: “Olha, eu bem que poderia dar uma opinião, mas seria impossível resumir tudo que penso em menos de 500 páginas.”
Wittgenstein: “É... dava pra escrever um Tractatus a respeito.”
Immanuel Kant: “Posso tecer uma crítica a priori a essa pergunta?”
Beethoven: “Hããnnn?!”
Max Weber: “Prefiro que meu pupilo responda por mim. Ô FHC! Esse menino...”
Freud: “Que tal umas sessões para você mesma encontrar a resposta?”
Karl Marx: “Pela esquerda lógico que foi o Canhoteiro.”
Oskar Schindler: “Deixa eu consultar minha listinha.”
Schubert: “Alguém empresta um guardanapo pra eu terminar esta sinfonia, pelamordedeus?!”
Franz Kafka: “Quê que eu tô fazendo aqui? Eu sou tcheco, pô! To me sentindo o maior barata tonta...”

CT: Tudo bem, vamos adiante. Lá no Brasil ninguém mais agüenta ver a carranca do Ronaldinho Gaúcho em reclame de posto de gasolina, desodorante, funerária, regulador feminino e o diabo a quatro... Como é que essa onda tá por aqui?
Goebbels: “Mas filhota, propaganda é a alma do negócio!”
Bach: “É... não tem fuga. Permite-me fazer um contraponto?”
E. T. A. Hoffmann: “É bem macabro mesmo.”
Klaus Kinski: “Cá entre nós, sou ou não sou mais bonito que ele?”
Dr. Fritz: “Eu poderr tentarr fazerr um plástica no Ronaldinha...”
Dr. Mengele: “Deixa que eu faço!”
Karl Marx (com uma camisa da Beija-Flor): “Olha o conflito dialético aí, geeente!”
Beethoven: “Hããnnn?!”
Ferdinand Von Zeppelin: “Mudando de assunto, pequena... Sabias que um comprimido azul me deixou com todo gás?”
Herman Hesse: “Não liga pra esse conde velho não, Stella. Vem com o lobo da estepe aqui, vem.”

CT: Senhores, olha que eu corto a cerveja. E a abertura da Copa? O que acharam?
Irmãos Grimm (em uníssono): “Fabulosa!”
Ferdinand Von Zeppelin: “Me levou às alturas.”
Walter Groupius: “Foi uma abertura moderna, funcional, bem arquitetada, assino embaixo.”
Richard Wagner: “Modéstia à parte, em matéria de 'Gesamtkunstwerk' sou mais o Anel do meu Nibelungo.”
Bertolt Bercht: “Não pagaria três vinténs por aquela manifestação burguesa. E o ingresso tava um roubo. Mas o que é um roubo...”
Franz Kafka: “De repente eu me vi ali, sem saber o porquê, no meio daquela multidão indiferente, sem poder escapar daqueles corredores infindáveis do que parecia ser um estádio, ou era um tribunal?”
Beethoven (testando o microfone): “Som! Alô, sssom? Cadê o sssom?”

CT: E a vossa digníssima Seleção? O que vocês acharam desse primeiro joguinho dela?
Guttemberg: “A primeira impressão é a que fica.”
Leopold Von Sacher-Masoch: “Ficar 90 minutos vendo aquele jogo foi um tremendo suplício. Adorei.”
Hegel: “Em tese, o jogo foi uma merda. Em síntese, foi bom.”
Walter Benjamim: “Matei aula na Escola de Frankfurt só pra ver o jogo. Depois bateu uma vontade de me matar....”
Karl Marx: “Não achei nada revolucionário. Mas dialeticamente a coisa há de melhorar.”
Ferdinand Porsche: “Nosso time não é nenhuma Mercedes, mas vai pegar nem que seja no tranco.”
Schopenhauer: “Torcer é sofrer.”
Sacher-Masoch: “Ai, adoro torcer!”

CT: Vocês acham que uma final Brasil X Alemanha dá pé?
Rudolf Diesel: “Se depender de mim, não vai faltar combustível pra gente chegar lá.”
Schopenhauer: “Vontade é o que não falta.”
Rosa Luxemburgo: “Vamos partir pra luta, companheira!”
Johannes Brahms: “Vai ser uma rapsódia do chucrute doido.”
Otto Von Bismark: “Já tracei toda a estratégia pra passar a perna em vocês.”
Wernher Von Braun: “Vai bombar.”
Mozart: “Vou preparar um réquiem pra vocês.”
Hitler: “Vocês não querem que eu repita pela enésima vez que nós somos superiores, querem?”
Nina Hagen: “Quem me colocou aqui?! Eu ainda não morri, ô meu! Chama o Supla!!!”

CT: Nossa pauta estourou. Alguém quer deixar uma mensagem final para os nossos leitores...
Richard Strauss: “Assim falava Zaratrusta, meu tio: passarinho que come pedra sabe o que advém!”
Freud: “Estorou o tempo digo eu! São quinhentas pilas pela jam session.
Marlene Dietrich (blasé): “I want to be alone!”
Martinho Lutero: “Protesto! Protesto! Quem disse isso não foi a Greta?”
Beethoven: “Alguém pode me dizer quando é que essa entrevista vai começar, porra?!”

(Na fila de espera pra entrar na mesa, Bento XVI manda aquele abraço.)

 

Entrando com bola e tudo
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

Enquanto o Brasil não estréia na Copa, Cecezinho vai passando o rodo nas passistas.

A vitória da Alemanha sobre a Costa Rica por 4 a 2 foi o jogo que teve mais gols na história dos jogos de abertura de Copas. Apesar da festa na partida inaugural do Mundial, a seleção do técnico Jürgen Klinsmann demonstrou erros defensivos babacas, evidenciados nos dois gols marcados pelo costarriquenho Paulo Wanchope. O jogo, em si, foi uma grande merda. Se essas duas seleções estivessem disputando o Campeonato de Masters do Peladão, não passariam da 1ª fase.

Não entendo o problema do Ronaldinho Fenômeno. Bastou o Pedro Bial ser fotografado do lado da Raica pro nosso gorducho centro-avante ser acometido de diarréia, dores de cabeça lancinantes (eclosão de chifres?) e calos nos pés. Sei não, mas com a fortuna que tem o gorducho eu estaria, no máximo, com calos na jeba.

Pelé continua bastante assediado pelos fãs. Por esta razão, sempre que vai ao estádio ele se disfarça de Cantinflas. Ninguém ainda o reconheceu, mas o assédio continua. “O pessoal está pensando que eu sou mesmo o Cantinflas”, explicou o negão presepeiro.

Enquanto isto, no Brasil, Xuxa declara que é meio masoquista: “Estou com muita saudade do Dico, pois eu gosto mesmo é de ver a coisa preta”.

Donos dos passes dos jogadores da seleção, os clubes estrangeiros colocaram eles em um seguro de vida tão alto que quase que o negócio vai pro vinagre. “Os caras sem ganhar nada já tão bebendo que só a moléstia dos cachorros, se ganharem a Copa não vai ficar um vivo”, comentou Heather Himelwright, presidente da seguradora Integrated Benefit Consultant, responsável pela negociata.

A Associação dos Cronistas Esportivos do Brasil enviou telegrama de protesto ao Comitê Organizador do Mundial pedindo que se proíba a participação da Croácia na próxima Copa do Mundo, caso eles não inscrevem atleta com nome de gente feito Fridundino Eulâmpio, Telesforo Veras ou Austregésilo de Atahyde. “Tem um tal de Darijo Srna que não tem febre de rato ou dirijo manga-rosa que faça alguém pronunciar o sobrenome dele direito”, queixou-se um locutor da rádio Novo Nordeste AM, de Arapiraca (AL).

Essa semana, comi duas torcedoras argentinas, uma polonesa e uma italiana, somente por terem me confundido com o palhaço do Galvão Bueno. Quando começarem a me confundir com o Brad Pitt, eu vou enrabar metade da Alemanha. Quem for podre que se quebre!

 

A gente não quer só (ser) comida!
Por Ishtar dos 7 Véus, a hedonista

A Hedô ainda dá pro gasto, mas a bunda do Cecezinho... Ninguém merece!


Oi linditos do meu Heart!

Enquanto nada de novo acontece na Wonderful Berlim (calma, tá... a estréia do escrete de ouro tá chegando... suas nervositas!), euzita fui linda-loura-turbinada-pop-dance-techno-hype-e-eletro participar de um streaking em Kaiserslautern, em companhia do meu friend fofito Cecezinho!

Tá... Tá... Streaking em Kaiserslautern?... Ééé fofitos... Igual brincar de manja, só que todo mundo pelado e quem for pego primeiro tem que se ajoelhar, rezar e ir pro céu... O Cecezinho saiu correndo atrás de um turco que havia lhe roubado o passaporte e euzita atrás do Cecezinho, porque queria dar pra ele... Mulher de peixes, né! Resolviiiida! E fiquem sabendo que foi tuuuuuuuuudo de bom! Ficou aquele gostinho de quero mais!!!

Estou aguardando ansiosamente pelo próximo streaking, que vai rolar na arquibancada do Allianz Arena, de Munique, no dia do jogo Brasil e Austrália! Huuum... Já tou pensando num modelito mais abusado para experimentar o célebre canguru perneta... Uma coisa meio Brooke Shields em "The Blue Lagoon"... Será que Cecezinho topa ir de Christopher Atkins? Ai, não!!! As bibetes vão ficar nervosas!

E falem por vocês, tá? Porque de candelabro italiano a vaca atolada, o meu bofito preferido faz isso tudo e muuuuuuuito mais... Não é à toa que euzita estou com essa pele boa... Mas... Abafa... Que apesar dos meus leitores serem linditos e do bem, sempre aparece uma bibete Linda Blair com um 'fat eye' do mal... Xôôôô! Ai, que saudades de Wally Batatinha e Torquato Piauí! Mulher de peixes, né? Emotiiiiiiva!

E foi só Sue Ellen Aparecida, minha nova diarista, saber do sucesso das corridas peladas (as da Alemanha, of course) que ela resolveu agitar uma em sua house, ali pras bandas da Cidade de Deus... Sue disse que o babadito foi um sucesso e que depois do streaking a galera dançou até altas horas, com muito corote e tampico na jogada!

E nada de pagode nãããão... Rolou foi muito som eletrônico e música "técnico"... Muita Luka, muita Kelly Key e muuuuita Miss Lene pros saudosos, porque Sue é uma empregada politicamente correta e do bem que gosta de agradar a todos!
Congratulations fofita, e continue fazendo o puxadinho ferver!!!

Por falar em laje... Já que é verão... Por que não voltar com a Festa na Laje da Dona Maria? Era tão funny...

Beijitos no heart e até terça-feira, quando o escrete do bem vai bombardear a Croácia! Fui!

 

08 junho, 2006

Proibido para menores
Por Fran Pacheco

Ministro do TSE explica metaforicamente o que é "verticalização".
(foto: Monica Lewinski)


Parece enredo de Carlos Zéfiro, mas é só política. Foi mais ou menos assim: partidos de porte avantajado, partidos nanicos e partidos anões-de-porte-avantajado estavam prestes a entrar no maior concubinato para abocanhar grossas fatias do eleitorado e continuar fornicando o país. Enquanto isso, em Kôeningshtáin, Ronaldinho Gaúcho mostra a bunda (branca?) em cadeia global. Inspirado, ou provocado, sei lá, chega Marco Aurélio Primo do Collor e, com aquele vozeirão de estômago roncando, tchuns! Endurece a verticalização. Sem preliminares, em cima da hora, de bate-pronto, deixando os sujeitos passivos, os candidatos, estuporados, estupefaciados, judiados, como as saudosas cabritas e marrecas que iniciaram antigas gerações de capiaus nos segredos a artes do amor.

Sacanage? Acho pouco. É sabido que em matéria de política só doi quando eles riem, probrema é que eles ri sempre. Lula só vive rindo, ri pelas entranhas – e uma coisa eu garanto, se não tivesse os dentes da frente, style Tião Macalé, já estaria eleito por aclamação. Até o Alckmin ri (falso, falso) em cima do jegue (tinha que ter um jegue nesse enredo!). Ver o espanto que se abate sobre todos eles (exceto Lula, que nem tá sabendo da parada), vê-los uma vez na vida fazendo beicinho triste, reclamando em uníssono de “mudança nas regras do jogatina”, de “ameaça à seguridade jurídica” e da “falta de jeitinho do Marcão” é um alívio cômico dos mais salutares. Chorai, ô rebotalhos!

Nóis na geral, sequiosos por mais perversidades deste tipo aplaudimos. Os candidatos já tiveram mel na chupeta demais da conta. Auto-brindaram-se com uns remendos de reforma política que tornaram as campanhas mais baratas. Já se viu? Cortar os gastos dos biltres sem cortar-lhes os lucros?! Alguém que gastar R$ 1 milhão a menos na campanha vai roubar R$ 1 milhão a menos depois de eleito, a título de compensação? E a proibição de showmícios? À parte o benefício de se banir os "Dois Filhos de Francisco" das redondezas, há sérios problemas: qualquer lei que restrinja o uso de Ivete Sangalo não me tem lugar no coração.

Eu sei, ah, eu sei, tudo que é sólido se desmancha no ar, já dizia o inventor da naftalina. No final das contas, estes verdadeiros atletas sexuais vão virar o jogo e dar mais quatro anos dentro. Marcão pode bancar o chato à vontade. Os espiroquetas se adaptam rapidinho. E longe do furdunço, recompondo a libido, Severino Cavalcanti aguarda a hora de tomar posse e... crau.

 

04 junho, 2006

Dos males, escolha sempre o menor:
só vote em anão.

 

02 junho, 2006

A noite é uma criança
Por Ishtar dos 7 Véus, a hedonista

Cada vez mais up-to-date, Hedôzinha só tem amigos gatos.

** Mangue beat forever **
Ontem, depois de um long long time, falei numa white table com um special ex-boyfriend que vai estar forever em meu heart: Chico Science. Muuuuuuito blá blá blá... Important things, besteiras, lendas do Araribóia (???), Cordel do Fogo Encantado, Lynn Holly Johnson (não sabem quem é? Pesquisem.), Catherine Mary Stewart, Melissa Sue Anderson, Pedro Luís e a Parede, Monobloco... Nosso papo foi um liquidificador pop!!! Beijitos, lindito! Nós somos quase os únicos que sabem quem são esse people... Então temos meeeeesmo que ser friends...

** Que fim levou a Stella Maris? **
Ando muito preocupada com o sumiço da colocadita! Realmente preocupada. Da última vez que isso aconteceu, fui encontrar a Stelinha casada no Nordeste... Vivendo da venda de vasos ornamentais de araldite e epoxy que ela e o marido faziam. Na verdade, ela tinha entrado para uma seita, interessada apenas em provar o tal do Daime... Ai, ai... Uma vez colocada... forever colocada! O por quê de seu sumiço?... Ah, não sou obrigada a descobrir tudito, né? Ninguém merece... Leiam o post de Paolette Leclery!

** Guacamoles na balada **
Já avisei pro meu friend Cecezinho... Da próxima vez que formos ao Café Cancun e ele der sinal de colocation... tranco o safado numa daquelas gaiolas que tem lá! Geeente... Deve ser por isso que tem aquelas things! Você vai com seu friend que adora se colocar... Ele fica uó... Paga o maior mico e ameaça to burn your movie forever... O que você faz? Vai embora e perde a night? Nãããããão. Leva um cadeado e tranca o amigo numa gaiola... Já que ele tá pagando mico... pode virar uma coisa Friend-Conga-a-Mulher-Gorila...

** DJs e companhia **
Falando em muvuca... tomorrow tem um encontro de DJ's na Turbo Seven... Dez, fofitos!!! It's raining DJ's... Aleluia! Well... se a night não for boa... pelo menos a boate tá dando trabalho pros meninitos, né? É isso aí! O que eu gosto na TS é aquela thing de duas pistas... Você tá fervendo no tóin tóin tóin tóin...Você tá no "Can you preteeeeeend to be the man..." but dá aquela enchida de saco... Huuuuum... Pára?... Noooo, bambino! Dá um pivô e vai linda se jogar no "Don’t let me be misunderstood" da pista retrô. Beijitos no heart

Música do dia: Qualquer uma da Shannya Twain... Chico Science adoooora a fofita.

 

São horas que me já dão
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

Nosso enviado à Copa, Cecezinho, só vai no estádio Thermoplan quando não tem ninguém olhando.

A mãe do Carlos Alberto Parreira deve morar no quarto-e-sala de algum puteiro decadente da antiga Lapa, com vista pro Mangue. Com tanto lugar legal na Europa pra Seleção Canalhinha se concentrar e ele vai escolher logo essa merda de Weggis. Pra mim, isso é nome de comida de vira-lata americano.

Hoje a temperatura está ótima. Apenas menos 3 graus. "Ótima" porque ontem bateu na casa dos menos 14. Pra aliviar um pouco, você tem que, de vez quando, entrar num boteco e tomar um Steinhegger ou um vinho quente, o tal de "Glühwein", na língua nativa.

Mas isso traz outro problema, a mijadeira que no frio lhe acomete. E na hora de verter água é terrível. Primeiro, a dificuldade de localizar a sucuriju. Depois de abrir a braguilha lá vem o sacrifício. Tenta-se ultrapassar as barreiras das duas calças superpostas, da ceroula, da cueca e do suporte atlético. O impasse final é localizar a jibóia, que a essa altura do termômetro tá mais pra minhoca.

Para o caro leitor, não exatamente possuidor de uma manjuba acrescentada tipo a minha, uma pinça de sobrancelhas será de boa serventia nessas ocasiões. Ah! Finalmente o jatinho que emerge deliciosamente. Já dizia Lao-Tsé que das três melhores coisas do mundo uma boa mijada vem em segundo lugar. Epa! Um probleminha inesperado: o frio é tanto que o jato congelou. Calma. Quebre-o e puxe o restante que ficou entalado na uretra. Ok. Frio é assim mesmo. Tudo que é líquido congela no ar. Esse Parreira é um bom filho da puta.

É ululante que o frio exige trajes menos leves, digamos assim, do que aqueles a que estamos acostumados a usar em nosso patropi abençoá por Deus e boni por naturê. Portanto, se você pretende vir pra cá, anote aí o bêisic para essa região situada entre os Alpes e a Floresta Negra - se bem que por mais que eu cascavilhasse, não consegui localizar o Fantasma-que-Anda nem seus temíveis Pigmeus Bandar.

Pra proteger a cabeça, cê pode escolher entre um gorro com abas laterais e uma espécie de fita de flanela que passa por cima das oreia e deixa você parecido com o Jack Palance em Bagdad Café (ou o Chaves, se optar pelo gorro). Para o pescoço, cachecol... Peralá, eu não vou perder meu valioso tempo com essa descrição besta. Já bastam as horas que passo me agasalhando, antes de ganhar a rua.

Resumindo: finalmente depois de botar as duas calças, você calça a bota. Neste caso você escolhe entre meia-bota ou bota toda. Que deve pesar, por baixo, 25 quilos cada uma. Sei que saio parecendo Neil Armstrong quando pisou na mãe-lua. Se meu médico, Dr. Platão (salve, simpatia!), me encontrasse por aqui ia reclamar do meu excesso de peso.

Isso pra não falar da hora de ir pra caminha. Depois de todas as providências relativas ao vestuário, ainda tem um lençol que vou te contar. Parece mais uma cortina de chumbo. Ainda na semana passada teve um cidadão que amanheceu esmagado por um cobertor. Pelo menos é o que consta do laudo do delegado Frederick Sckalssen, publicado pelo tablóide sensacionalista suíço “Blick”, uma espécie de “Maskate” local. Para o policial, ouvido pela reportagem, o fato do cadáver apresentar marcas de pneus nas costas é um detalhe de somenos importância, a causa mortis foi mesmo o cobertor.

Quanto a Seleção Canalhinha?... E eu vou lá ficar perdendo tempo vendo 22 marmanjos correndo atrás de uma bola? Estou querendo é colocar minhas duas bolas e o taco de sinuca no redondo de uma dessas suicinhas com cor de porcelana, mas as safadas jogam duro pra cacete. Vou ter que me contentar com as brasileirinhas, que – como sempre - estão dando pra todo mundo. Pra frente, Brasil! E de ladinho, também...


 

Hit parade eleitoral gratuito
Por Fran Pacheco

A invasão começou. Não, ouvinte, não é nenhum trote de Orson Welles. Sintonize em qualquer emissora. As ondas do rádio foram tomadas de assalto por estranhos e abomináveis seres: vereadores, deputados, governadores, prefidentes e outros pelintras menores sedentos por mandar nessa terra do muro baixo. As ondas médias estão infestadas por programinhas “informativo-humanitários” com direito a puxa-sacos de apoio e até claque. Como ninguém, a não ser por auto-flagelação, quer ouvir o muito que eles não têm a dizer, segue de bandeja uma seleção de soundtracks feita sob medida para alguns candidatos. Toque sem parar, maestro Záccaro!

LULA

  • “O Ébrio” – Vicente Celestino
  • “Ando Meio Desligado” – Os Mutantes
  • “Alcohol” – Jorge Benjor
  • “O Bêdado e o Equilibrista” – João Bosco
  • “Manhãs de Ressaca” – Cazuza
  • “Vai Trabalhar Vagabundo” – Chico Buarque
  • “Dom de Iludir” – Caetano Veloso
  • “Me Engana que Eu Gosto” – Wanessa Camargo
  • “Malandro é Malandro, Mané é Mané” – Bezerra da Silva
  • “Inútil” – Ultraje a Rigor

Obs. O direito de execução das músicas de maior teor etílico está sendo disputado com o improvável programa radiofônico do Sr. Pedro Simon.

GERALDO ALCKMIN

  • “Fracasso” – Núbia Laffayette
  • “Sozinho” – Peninha
  • “O Pato” – João Gilberto
  • “Ninguém me Ama” – Antônio Maria
  • “Marcha Fúnebre” – Frederico Chopin
  • “Réquiem” – Wolfgang Amadeus Mozart
  • “A Fossa” – Waleska
  • “Não Sonho Mais” – Chico Buarque
  • “Amanheci Chorando” – Renato & Seus Blue Caps
  • “O Bom Menino” – Palhaço Carequinha

Obs. A última música, evidentemente, foi extraída do extinto programa Anthony Garotinho.
Obs (2). Desrecomendamos a inclusão de “The Winner Takes It All” e “A Whiter Shade of Pale” para não deixar a programação muito, digamos, deprê.


FERNANDO GABEIRA

  • “Legalize” – Pete Tosh
  • “Queimando Tudo” – Planet Hemp
  • “Vampiro Doidão” – Os Incríveis
  • ”Tapinha” – Tati Quebra Barraco
  • “Viajandão” – Rosa Tatooada
  • “Erva Venenosa” – Rita Lee
  • “Desejos e Delírios” – Fábio Jr.
  • “Um Seqüestrador” – Francis Hime
  • “Sou Neguinha?” – Caetano Veloso


HELOÍSA HELENA

  • “Porrada” – Titãs
  • “Tô P. da Vida” – Grupo Dominó
  • “Menina Veneno” – Ritchie
  • “Maria Ninguém” – Carlinhos Lyra
  • “Eu Grito Sozinha” – Ana Carolina
  • “Dona Doida” – Rita Lee

ENÉAS

  • Qualquer marchinha militar do III Reich serve. Desde que só tenha 15 seg.