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26 junho, 2006

Síndrome de Kate Lyra
Por Fran Pacheco

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O primeiro caso registrado desta afecção tropical foi amplamente divulgado pelo “Planeta dos Homens” (R. Globo, circa 1980). Pode-se considerar como “paciente zero” uma fogosa, (ainda que um tanto desprovida de carnes) pesquisadora, compositora, atriz, cônjuge do Carlinhos Lyra e, last but not least, peladona da Playboy: Mrs. Kate Lyra (née Katherine Lee Riddell Caughey). Foi ela a primeira a suspirar, com carregado acento yankee: “Brasileiro é tããão bonzinho!”

De lá pra cá, o flagelo se espalhou sorrateiro, incontrolável, atingindo milhões de brasileiros em sua forma ativa (a de ser bonzinho) e uns tantos privilegiados em sua forma passiva, a de receber o afeto que se encerra em nosso peito juvenil. Desnecessário dizer que a forma passiva é altamente benigna. Que o digam pacientes notórios, felizes da vida, como Pimenta Neves, Luís Estevão, Coronel Ubiratan do Carandiru, Ângelo Calmon de Sá, Salvatore Cacciola, e vasta e sortida alcatéia. Ainda hoje, curtindo o exílio e os milhões de dólares doados pelo Banco Central, Don Caccio tem acessos severíssimos de riso até suspirar, contemplando o pôr-do-sol no Mediterrâneo: “Ma brasiliano é tanto buono!”

Do lado ativo, altamente maligno, a epidemia de altruísmo tupiniquim já atinge 45% dos eleitores, segundo o último boletim do IBOPE, ensandecidos para agraciar, em 1º turno, o PT com mais quatro anos de fortes emoções. Parece repetir-se assim o surto de benevolência que reelegeu FHC em 98 – e sem perspectiva de qualquer tipo de vacinação.

Pela evolução do quadro clínico, o atual e futuro Prefidente se tornará um caso raro de paciente bipolar, transitando com todo gingado da ativa pra passiva. Além de ser bonzinho a não mais poder (Evo Morales, Delúbio Soares, vagadundos do MST e mensaleiros em geral que o digam), Lula mal sabe o que fazer com tanta cordialidade de seus súditos. Sua única esperança de extravasar é a criação de um centro de terapia em grupo, onde ele e outros companheiros cheios de graça possam se abraçar e gritar, a plenos pulmões, aquilo que andam sussurrando pelas alcovas do poder: “Brafileiro é tããão bonfinho!”


 

4 Comments:

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