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17 agosto, 2006

Mais notinhas infames
Por Fran Pacheco

Negócio seguinte. Se fosse pra ganhar a vida analisando horário eleitoral gratuito, eu só topava mediante adicional de insalubridade. Fica a dica pro Deco, do Syndicate, pugnar por essa reivindicação. Uma exposição diária de 30 minutos à imagem daquelas ratazanas insaciáveis e lêmures sem noção pode causar danos irreversíveis, quem sabe até à libido do telespectador. Embora eu me garanta, melhor não arriscar. Confesso que vi, ontem. Talvez nunca mais. Minha libido (que testarei hoje mesmo chez Mata Hari) me dirá se continuo nessa atividade de risco. Ou não.

O Código Mestrinho
Em vias de extinção, o senador Boto Tucuxi lançou sua campanha na TV aboletado ao centro de uma grande mesa, ladeado por compungidos seguidores, num clima de fazer velório parecer baile do Municipal. Simbologistas da Universidade Táririh sacaram na hora que se trata de uma versão mestriniana da Última Ceia, repleta de mensagens subliminares (se a fita tocar ao contrário, o suplente Chico da Loteca diz claramente: “The Boto is dead, man!”). Só estranharam a ausência do Judas. Cadeirudo Braga alegou agenda cheia.

Todo poder ao Gumex
Impressionante o topete do mini-candidato Erasmo Amazonas. Com essa simples medida capilar o distinto deve ter acrescentado uns dez centímetros à sua, digamos, discreta estatura.

Paciência tem limite
O governador Cadeirudo enumera mil e uma maravilhas de sua gestão. Seu eterno antecessor, Capiroto Mendes, não fica atrás em exaltar seus feitos passados. Não dá para entender, portanto, por que o Amazonas nesses últimos vinte anos ainda não tenha virado a Noruega do Brasil - e insista em ser uma espécie de Piauí melhorado. Quanto tempo mais essa gente quer no puder, afinal?

Idéia fixa
Angelina Jolie e Wesley Snipes querem saber de Arturzinho se aquela lapa de boca é obra de medicina estética ou não. Problema é que no momento o menino (de look novo, by “Dr. Cabelo”) está obcecado apenas por uma tal de “inclusão digital”. Proctologistas e pediatras afirmam que essa fase vai passar.

O país dos carrapetas
Aparecer confinado numa foto não fez juz à expressividade do hiperativo J. Aquino, vulgo Carrapeta. Aliás, todo recém-formado que encher a boca pra dizer “eu sou Bacharel em Direito!” deve primeiro se lembrar do seguinte: “o Carrapeta também é!”

Run, Ronald! Run!
Ronaldo Tiradentes ainda deve explicações conclusivas sobre sua incapacidade de sortear os papelotes com os nomes dos candidatos no debate da CBN. “Amazonino pergunta para... Amazonino?!”, “Cadê o meu saco?!”, “V-vamos chamar os comerciais...”, “É... infelizmente não deu certo. Vai ficar assim mesmo!”, “Se a quantidade de candidatos fosse ímpar, não teria esse problema”. Depois dessa, Forrest, digo, Ronaldo, ficou cada vez mais difícil convocá-lo para comandar bingo de quermesse ou – mais difícil ainda – acreditar na existência de certo diproma de 2º Grau.

Requiescat in Pacem
Escorraçado da presidência regional do PV (Partido das Verdinhas). Confinado a míseros 29 segundos de tempo na TV. Destronado do posto de Peteleco pelo laranja-com-MBA, Paôlo D´Carli. Tantas fez o Beato Salu Plínio Valério que... acabou. Infelizmente nada mais teremos a falar sobre ele. A não ser em caso de uma nova e bem-vinda desgraça.

Virando lenda
A criançada na faixa dos 4 a 8 anos está louca para ver o Boneco Mapinguari do eterno candidato Barbosão em ação. Nesse ritmo, quando seu eleitorado puder votar (daqui a uns dez anos) ninguém segura o homem.

Golpe de mestre
Depois de encarnar um candidato a Terrível, no debate da CBN, o alucinado Artur Virgílio saiu-se com uma sacada genial: escalar a Miss Mundo Priscila Meireles (nham, nham), de âncora. Verdadeiro oásis naquele medonho vale de carrancas lombrosianas, Priscila (nham, nham) é até o momento o único motivo plausível para um não-masoquista assistir ao horário eleitoral. Esse Artur só pode estar querendo que a gente vote nele, o sacana.

A última ofensa visual
Alfredo Nascimento com o diabo no corpo, gritando, pulando e dando soco no ar, tal e qual um Pelé do Cangaço. Tudo isso em slow-motion. O Amazonas não merece ver essas cousas.

 

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