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18 julho, 2006

As razões de Paulo De Carli
Por irmão Paulo

No nascedouro da vocação, ação e obstinação de Paulo De Carli, está a marca indelével e indigesta da disputa pelo porto de Manaus, travada contra os interesses de seu poderoso grupo, que tem manobrado na Zona Franca de Manaus para enriquecer. Extorsão, corrupção, chantagem, tráfico de influência, sonegação fiscal e contrabando são os ingredientes de uma história de escândalos na disputa por um dos melhores negócios da Amazônia.

Por trás de todo o grupo estaria o ex-senador Carlos Alberto De Carli e acima, como se sabe, o Capiroto. Assim como por trás do Paulo De Carli, o Peteleco deste pleito, fala o mesmo Negão.

De Carli estava nos Estados Unidos quando a sujeira veio à tona. De lá, negou tudo, atribuindo a história a uma manobra do governador Eduardo Braga. Após assumir o governo, Braga conseguiu anular o contrato de gestão do porto de Manaus, que considera um dos maiores escândalos do país e no qual o maior beneficiário é o próprio De Carli, que seria o controlador de fato da empresa concessionária como presidente do Conselho Superior de Navegação, Portos e Hidrovias. De Carli, por sinal, ocupou o cargo até abril de 2003, quando foi destituído pelo governador.

No passado, Carlos Alberto De Carli participou de outros imbróglios igualmente vultosos e polêmicos: desapropriação das Fazendas Unidas, no Amazonas; extração de madeira da área do reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, pela Agropecuária Capemi; queima de cartório eleitoral etc.; piratização do porto de Manaus etc.

Amazonino Mendes promoveu uma licitação acintosamente viciada, sendo que o juízo responsável pelo caso acolheu as 16 irregularidades apontadas pelo Estado no processo de licitação do porto, dentre as quais: ausência de manifestação prévia do Conselho Nacional de Desestatização; vício na escolha da modalidade de licitação; falta de publicidade mínima de licitação; quebra da impessoalidade, por meio de consulta prévia às empresas que viriam operar o porto; constituição irregular da comissão de licitação; onerosidade excessiva do contrato de arrendamento e acordo de acionistas para o poder público;não apresentação de documentos de seguridade fiscal e qualificação econômico-financeira etc.

A reação do grupo De Carli veio através da fundação do Instituto Amazonense de Defesa da Cidadania (IADC), dirigido por seu filho, Paulo, candidato a governador do Amazonas pelo PDT. O instituto passou a editar o informativo "A Guerrilha da Verdade", com tiragem de 20 mil exemplares, especializado em acusações contra a administração Eduardo Braga.

À época, provocado pelo governo, sob a alegação de que computadores e equipamentos do porto de Manaus estariam sendo utilizados para a elaboração do jornal, o Tribunal de Justiça do Estado concedeu-lhe mandado de busca e apreensão da publicação, suspendendo sua circulação. Eduardo Braga alegou que por trás do informativo estariam "os interesses econômicos de um dos maiores escândalos do dinheiro público neste país".

Os De Carli são tão poderosos e, suponho, pessoalmente tão sedutores que calaram até o Grande Sen. Gafanhoto que, à época, disse não que não iria comentar nada (aliás, comentar é o limite extremo de suas iniciativas) pois tinha "amigos de ambos os lados" e, agora, levar o velho e melancólico Mário a compor na chapa da famiglia, na condição de candidato a Senador, recebendo o beijo da morte que, afinal, mostrou merecer e já vem tarde mesmo.

 

4 Comments:

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