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25 outubro, 2005

Enquanto houver pratos sujos, haverá esperança
Por Fran Pacheco


Per aspera ad astra! bradavam os romanos das antigas, com acentuado sotaque de filme da Metro, muito antes de Von (lê-se "Fon") Braun cogitar de lançar as bombas V2 sobre os bretões, muito antes de profetas porraloucas propugnarem pela colonização de Alfa Centauri. Quando as bombas voadoras nazistas e o sonho americano fizeram negócio, foi dado aquele pequenino passo de Neil Armstrong num cenário furreca de soap opera (pensam que enganam o titio aqui?). "Por meios inóspitos, rumo às estrelas" (tradução livre da citação do início - está gravada num mausoléu da NASA). Não se pode enganar todo mundo o tempo todo. Daí a embromação de décadas para os ianques conseguirem mandar "de novo" um fuzileiro naval plantar batatas no Mar da Serenidade. Tudo bem, o argumento científico de que "não há porra nenhuma para se fazer na Lua ou em qualquer canto desta bosta de universo vazio e desértico" é dos mais poderosos. Mas não mais que uma necessidade premente da raça humana (humana-americana, deixemos claro). A necessidade de "explorar"! (no pior sentido do termo, diga-se). O grande eixo dos predadores do século XXI já se sabe, será Uóxiton-Pequim. (E vâmo parar de me tachar de antiamericano. Um povo daqueles, que rejeitou os fradinhos do Henfil não me tem lugar no coração!). Por que os sino-americanos torram bilhões de dólares para fincar bandeirolas nas redondezas?! Por um motivo óbvio: depois que tiverem feito gato e sapato da Terra, depois de chuparem até o caroço dos recursos naturais derivados do carbono para poder comer suas frituras e curtir a Oprah (ou o equivalente em Mandarim), depois de transformarem esse planetinha telúrico no paraíso infernal dos furacões com nome de mocréia, depois de tudo isso, eles vão dar o fora. São vivos os vivaldinos! Aguardem a pré-venda de assentos na Grande Arca...
Mas há uma esperança para nosostros, los cucarachos. Mesmo em Alfa Centauri, eles precisarão de alguém para lavar os pratos sujos. Per aspera, ad astra!