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09 fevereiro, 2007

DELENDA BARANGAS!
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

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Sábado é dia de baranga entrar na BICA.

Com as proximidades do sábado magro, mais um crime ecológico começa a ser praticado nas ruas de Manaus: o abate clandestino e indiscriminado de barangas, muitas delas mal saídas da puberdade.

Os responsáveis pela prática desse crime hediondo são os ‘biqueiros”, uma corja de intelectuais que nunca meteram um prego em uma barra de sabão (segundo alertou domingo passado o intrépido Josué Babaovo, da Rádio Difusora), que se reúnem diariamente no bar do Armando e no sábado magro colocam a BICA na rua.

Segundo os “biqueiros”, o esporte de abater barangas não pode ser praticado por amadores porque, além de ser foda, eles podem vomitar depois da foda propriamente dita.

Por causa disso, o folião a perigo deve ter bem definido em suas mentes as características dos diferentes tipos de barangas que pintam nos bailes da vida, onde muita gente boa já pôs o pau na profissão.

Existem cinco tipos básicos de barangas, a saber:

Photobucket - Video and Image HostingJABURU – Costumam andar em bando e vestindo a mesma fantasia, geralmente abadás do Carnaboi. Ao sentir a aproximação de uma manada de jaburus, o folião experiente e suruba deve segurar com firmeza um crucifixo na mão direita e uma réstia de alho na mão esquerda, enquanto grita bem alto: “Sai pra lá, jaburu!”. É tiro e queda, mas se matou tem que comer.

BAGULHO – Qualquer baranga viciada em maconha, lança-perfume e cheirinho da loló, não necessariamente nesta ordem. Como ninguém come os bagulhos – só se o cara estiver também muito doido! –, os bagulhos possuem a xana bem apertadinha. Sem falar no tobias.

CANHÃO – Nome genérico das barangas que são amantes de seguranças desempregados, políticos corruptos (sei do pleonasmo e vocês podem enfiar ele naquele lugar) e militares aposentados. A maioria delas, aliás, é funcionária da rádio Difusora (o Josué Babaovo tem uma coleção particular de canhões para consumo próprio). Elas são bastante desinibidas, principalmente na hora de colocar o microfone na boca ou de empinar o traseiro para receber a pistola durante a roleta russa.

DRAGÃO – Baranga em estado terminal. Dançam sem calcinha em cima da mesa imitando a Rita Cadillac, ou seja, balançando o popozão metralhado de celulites, estrias e pano branco. Dão pra todo mundo, mas evite fazer sexo oral porque elas engolem e cospem fogo.

TRIBUFU – A baranga por excelência. Faz ponto nos mictórios masculinos de clubes de quinta categoria. Este tipo de baranga, quando é vista abraçada com algum folião, a polícia desaparta logo porque deve ser briga, mas tem neguinho que gosta e – suprema heresia! – até casa. Repare só na mulher dos seus amigos.
Bom, mas depois de escolher a sua baranga, o próximo passo é rebocar o animal para um lugar onde você não possa ser visto – a não ser por outros abatedores de baranga.

Como ninguém quer ser visto na companhia de uma baranga, nem você nem os outros caras vão ter coragem de espalhar o que acabaram de presenciar, sob pena de se denunciarem.

Algumas dicas de abatedouros clandestinos de baranga que você pode utilizar no sábado de Carnaval: o bondinho da Praça São Sebastião, as escadarias do Teatro Amazonas, as pensões da Quintino Bocaiúva, os apartamentos nos altos do Remulo’s e o banheiro do Bar do Armando.

Se não quiser perder tempo escolhendo uma baranga na festa da BICA, dê um pulo na Banda da Difusora, no mesmo horário, ali na Av. Eduardo Ribeiro, que, historicamente, possui a maior concentração de barangas por metro quadrado da história do carnaval amazonense. Sem falar nos qualiras.

Mas pelamor de Deus não vá rebocar a Arminda Mendonça, presidente da Manaustur, que aquela é uma baranga de estimação do prefeito. Evoé, Baco!

 

1 Comments:

  • At 1:17 PM, Anonymous Anônimo said…

    Vou caçar baranga lá no puteiro de sua mãe!

     

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