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11 julho, 2006

Nossa rebarbativa insignificância perante o universo
Por Wally Sailormoon

Acabo de participar de uma mesa redonda em Antares (no planeta laranja, lá nos confins do universo, não no clube forrozeiro, lá na Cidade Nova), ao lado dos cineastas Dziga Vertov, Glauber Rocha, Rogério Sganzerla e Serguei Eisenstein, entre outros. O projeto-design em debate foi chocar o ovo de urutu. Foi picar a mula empacada. Foi despertar o tirador de soneca e agredir o cultor do jecatatu acocorado e eterno tirador de meleca do nariz. Quebrar o quebranto vudu hipnótico do belo eterno que acomete nossos conterrâneos.

O artista sintonizado com a realidade do seu tempo-lugar jogando fora o relógio império e sintonizando a vida coetânea planetária. Um fermento. Uma arte direta, mágica, orgânica, como a arte dos primitivos, dos loucos e das crianças. A arte do insulto crescendo como as unhas em nossas mãos calejadas. A grossura mais perto da verdade do que a delicadeza. A feiúra sendo mais bonita que a beleza. A velocidade botando abaixo os valores eternos. Sem bom tom nem a pedanteria do bacharel. Agredir até as almas sebosas lançarem ovos podres na cara do artista.

Um poema do grande Konstantinos Kávafis é minha obsessão neste momento e vou tentar traduzir um trecho: “Porque a noite caiu e os bárbaros não chegaram e alguns dos nossos homens postados na fronteira dizem que não há mais nenhum bárbaro. Agora, o que será de nós sem os bárbaros? Eles eram uma espécie de solução.”

Árvores de Mondrian que vão perdendo as folhas, virando esqueletos para restar linhas, da figuração ao abstrato. Moinhos de vento de Mondrian que tritura a coisa-objeto enquanto as pás espalham a cor, da figuração ao abstrato.

Moinho de vento, esta escrita-colcha de retalho em que tudo abarco e nada aperto. Um moinho de vento que inventa e mói vento. Moinho de vento, não me desperte se sonho. Pois desconheço ao certo se estou desperto ou se sonho. Ou se estou apenas morto e enterrado. Alma penada.

E eu pergunto agora, Desiderius Erasmus, agora que as ninfas partiram do mundo e nos moinhos nem as mós restam afiadas, agora como considerar passadas as águas que sempre retornam móbiles recicláveis?!

Enquanto isso o Satã do “Paraíso Perdido” sempre deseja mais. As almas sebosas é que não se convencem de que somos um cisco de areia nessa imensidão galáctica. Ou, analisando com otimismo, um ponto de partida para o universo que existe dentro de cada um. Luz estrela ficou flat. Queremos radiância óvni.

Esses simulacros/simulações do Jeff Rense Program (www.rense.com) explicam melhor o aparente paradoxo vorticista do caos-cosmos de cada dia e atestam nossa rebarbativa insignificância perante o universo. Curtam com humildade, mas sem desespero. Nós do CT já estivemos lá e voltamos para anunciar as boas novas. Ora pro nobis.


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4 Comments:

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