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13 junho, 2006

Juiz mexicano era a arma secreta de Parreira
Por Cezário Camelo, "Cecezinho"

A torcida brasileira ainda vai sofrer muito com os pernas de pau do Parreira.

Com um gol meio na doida, a seleção canalhinha passou o maior sufoco para vencer o time da Croácia na sua estréia na Copa da Alemanha. A vitória brasileira surpreendeu todo mundo, principalmente ao técnico Parreira. Basta lembrar que no último coletivo, os reservas haviam enfiado 3 a zero nos pernas de pau titulares.

O onze verde-amarelo começou o jogo bastante nervoso, aliás os jogadores estavam tão nervosos que cagaram nos meiões brancos e foram obrigados a trocá-los por meiões azuis. Mas com o transcorrer da partida, a canalhinha conseguiu superar as dificuldades – ajudada pelo juiz mexicano – e tirou o dedo do quincas na hora exata, graças a um chute despretensioso de Kaká. Não fosse Kaká e a caca teria dado no meio da canela.

Pra garantir o resultado, a defesa inteligentemente passou a fazer a linha burra (sei do pleonasmo!) tapando a visão do juiz e dos auxiliares sempre que o adversário atacava.

Por fim, o goleiro Dida esteve impecável, incentivado por seu colega Rogério Ceni, que lá do banco de reservas vez por outra lhe soltava uma praga e balançava os ovos em sua direção.

Três fatores foram primordiais para a vitória verde-amarela: a primeira delas é que graças ao Lá de Cima, croata só presta mesmo é pra brigar com sérvio. Um time que entra em campo fantasiado de arlequim está querendo levar baile de carnaval.

A segunda é que nenhum jogador levou a sério o que Parreira ensinou e o time jogou o que sabe – ou seja, porra nenhuma.

E, por último, Ronaldinho roubou e jogou na privada a estatueta de Santo Antônio, que o Zé Gallo trazia no bolso, se livrando da maldição eterna. É fato: se o gorducho fizer três gols na Copa vai ter que casar com a Raica e voltar a ser corno de papel passado em cartório. Enquanto não encontrarem a estatueta, ele fica livre da praga.

O feito da canalhinha foi, sem dúvida, a vitória da raça, da ginga, da malemolência, da manha brasileira e da roubalheira do gabiru mexicano, que deixou de marcar dois pênaltis a favor dos croatas.

Segue abaixo, uma análise imparcial dos jogadores:
  • Dida – Não teve culpa de os croatas perderem quatro gols cara a cara e não saírem de campo quando o juiz deixou de marcar o segundo pênalti indiscutível.
  • Cafu – Esteve perfeito. Quando os croatas atacavam, ele atacava, quando os croatas se defendiam, ele fazia o mesmo.
  • Juan – Um carregador de piano. Se ganhar a Copa não que ver nunca mais um piano na sua frente.
  • Lucio – Não se entendeu bem com os companheiros, talvez porque só saiba gritar palavrões com o nome da mãe no meio.
  • Roberto Carlos – Esteve muito apagado, parece que lhe faltou uma perna e mais emoções.
  • Emerson – Magistral jogando sem bola, mas quando pega nela é um completo desastre. Estamos torcendo para ele quebrar a clavícula no próximo treino.
  • Zé Roberto – Ter sido chamado de macaco no campeonato alemão fez dele um outro homem. É um volante sem barra de direção – ou seja, só sabe dar carrinhos de merda. Vá pastar, pastor!
  • Kaká – O melhor fisicamente. Correu o campo todo com os croatas atrás dele. Apanhou mais do que padre, freira e posseiro na luta pela reforma agrária.
  • Ronaldinho – O melhor jogador do mundo entrou em campo fantasiado de Jennifer Lopez, mas o espartilho e o salto agulha não lhe deixaram correr direito. Contra o Japão, ele vai entrar de Beyoncé – porque tem tudo pra ser o craque bundão da Copa.
  • Ronaldão – Cansou logo. Parreira não o substituiu no intervalo porque só soube que ele estava em campo depois que ouviu o comentário do Falcão dizendo que o fenômeno não parava de coçar o saco na banheira dos croatas. Será que faltou hipoglós pra passar no fuá?
  • Adriano – Não passa de um simplório centroavante trombador. Mas pra quem começou como trombadinha, na favela de Vila Cruzeiro, na Penha, foi uma evolução e tanto.
  • Robinho – Muito esforço pra pouco resultado. Com a idade dele, o Pelé já tinha sido bicampeão do mundo e o Tesourinha já estava até morto.
  • Juiz – O melhor homem brasileiro em campo. Ele conseguiu sozinho anular todo time croata e ainda fez vista grossa para dois penâltis.
  • Croácia – Sua equipe é muito fraca. Onze homens em campo e não conseguiram acertar sequer uma garrafa de tequila na cabeça do Benito Archundia (codinome “Pancho Villa”, terceiro homem no cartel de Tijuana e ladrão credenciado pela FIFA).