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13 maio, 2005

Robin, aliás, Cecezinho, não mora mais aqui?
Por Ishtar dos 7 Véus, a hedonista

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"Mal chegada de Maués, Hedô ficou passada com o tamanho do PIB dos manauaras."

Estou de volta pro meu aconchego... Trazendo na mala (ui!) bastante saudade... Ai, ai... Elba... Só mesmo Elba Ramalho para traduzir a falta que vocês, meus fofitos, me fizeram durante todo esse tempito afastada! Thanks, Elba! Sabem, as vezes eu queria ser ela, mas me recolho a minha insignificância de colunista linda-hype-in-fashion-tudo. Éééé... Eu sei que eu não tenho a voz da Elba (snif). Éééé... Eu sei que não tenho as pernas da Elba (snif). Éééé... EU SEI QUE NÃO TENHO O BOFE DA ELBA!!!! (buááááááá!). Gaetano... Que bofe é aquele? Nervosa, revoltada e com um tiquinho de inveja (inveja construtiva, do bem!), vou para a cozinha tomar um copo d’água com açúc... err... adoçante... Ah, tá!!! Açúcar mesmo, e BASTANTE!!!! Uma mulher moderna e revoltada não é nada diet!

Ok, ok, ok... Vocês devem estar pensando (Sim, porque meus leitores pensam, tá?) “Como é que ela pôde desaparecer assim, sem mais nem menos, deixando milhares de fãs órfãos (tá bom, dezenas, meia-dúzia, vai... ), para reaparecer de repente assim do nada, linda, loura (a raiz tá preta... uó! Vou retocar amanhã!) e turbinada, fazendo “a maluca” como se nada tivesse acontecido?” Tá, tá, tá... eu explico! Eu sei que a imprensa mundial (Time, Newsweek, Le Monde, Toda Teen, Contigo entre outros veículos) andou especulando, dando suas versões sobre o meu sumiço! Mas como diria a minha amiga Neuzinha Brizola, “Tudo mintchura, seus tolinhos!”. Não, eu não fui estrelar uma super-produção em Hollywood e nem fechei contrato milionário para posar nua para a Playboy (embora não descarte a possibilidade – ouviu, Fran Pacheco?). Eu estava apenas dando um time, refletindo sobre o mundo, o ser humano, a chapinha japonesa de... bom, melhor não dizer, não quero ser processada. Tá, tá, tá... não foi só uma pausa para reflexão... A verdade é bem menos glamurosa, por mais que doa, devo confessar.

Maneaux, Manô, abril de 2005. Noite chuvosa, como sempre. Tudo parecia normal em minha city favorita, até o momento daquela ligação: - “Mona, aqüenda o babado! Maués tá bombando!” (tradução: “Menina, olha só a notícia: Maués está ótima!”).

Era Lulu, meu pink friend, tentando me convencer a seguir em caravana junto com cinco bibas, para Maués, em motor de linha. Hummmm.... Maués bombando? Porque será que a luzinha do meu detector de ‘programas-de-índio-uó-com-mosquito-e-trilha-sonora-de-Beto-Guedes’ começou a piscar? Sounds like a ROUBADA! Mas, mesmo indo contra todos os meus (aguçadíssimos) instintos e bom senso, acabei topando. ESSE FOI O MEU PRIMEIRO GRANDE ERRO. Quando dei por mim, lá estava eu sentada em volta de uma fogueira, tentando ser simplizinha (tarefa difícil), no meu modelito basic little black versão campestre, ladeada por cinco bibas que pareciam ter saído do elenco de apoio de “Estrela Guia” (aquela novela da Sandy). Todos estranhamente alegres, como se o rio Maués-Açu fosse uma espécie de estuário de Shangrilá. Devem ter lido na Vogue que a onda Neo-Hippie está com tudo, e estão tentando me convencer também de que é lindo fazer corinho para “Andança”! “Me leva amor, por onde for, quero ser seu paaaar!!!” Não sei porque, mas me veio a cabeça a vinheta de abertura do seriado “Além da Imaginação”. Credo! Seria aquele um universo paralelo? Pirei. Não devia ter aceito aquele chá esquisito... Tô presa numa “Twilight Zone”! Lulu tava a cara da Lucélia Santos... Cinco barbies made in Juventus, de Santo Antônio, trocando Madonna por Janis Joplin? Chemical Brothers por Sá e Guarabira? Socorro! Preciso de uma festa CORAÇÃO BLUE NOW!!!! Saí correndo pela mata local, tendo como companhia apenas o belo luar de Maués e trezentos e oitenta e dois carapanãs. Os quatrocentos e sessenta e cinco piuns vieram de enxeridos. Tinha que me afastar daquela lavagem-cerebral-bicho-grilo senão, no dia seguinte, acabaria deixando o meu cabelo igual ao da Alanis Morrisete! Descobri a duras penas que não é fácil correr linda e loura pela selva usando salto alto (salto alto sim, ou vocês acham que eu trocaria meus belíssimos tacones italianos por sandalinhas de couro da feirinha da Praça da Polícia? Fala séééério!). Aquela aeróbica de alto impacto acabou me levando ao chão. Caí e acho que perdi os sentidos por alguns instantes... Não sei se foi a queda, o chá de papoula, a influência de “Arquivo X” mas juro, juro que tive a impressão de estar sendo rodeada por pequeninos homens verdes... Um mix de Hulk e Nelson Ned! Falavam um dialeto incompreensível, mas pela lógica imagino que a tradução seria algo como “Nossa, é a mulher-terráquea mais linda que eu já vi. Que bom gosto para se vestir! A maquiagem, o cabelo, a atitude... tudo perfeito!” Fui acordada no meio do meu semi-desfalecimento por Lulu e meus pink friends:

“Mona, wake up, wake up! Que babado é esse?”

Estavam preocupadíssimos comigo. Que bom ter amigos! Mesmo que eles te levem para uma roubada e te façam sentir como uma riponga alucinada. Os homenzinhos verdes? Sumiram!
There’s no place like home! (Façam um cursinho de inglês ou assistam ao “Mágico de Oz” com legendas que eu não tô podendo!!! Sorry, TPM!). Dorothy sabia das coisas! De volta à minha cidade maravilhosa, pude refletir sobre todo o weekend! Será que fui abduzida? Será que vai chover? Será que vocês-sabem-quem vai refazer a chapinha? Tantas questões! Pára mundo, que eu quero descer!!! (Eu, hein?).

Toda essa experience, novamente, me lembrou Elba... sempre Elba. Ela também teve seu encontro com o “pessoal lá de cima”! Recebeu até um chip de presente... (procurei por todo o meu corpo, mas só encontrei um piercing e um chupã... digo, uma marquinha singela deixada por um certo rapaz... há dois meses!) Aaaah... Elba tem tudo! Voz, chip e Gaetano! Fofitos, acabei me estendendo nessa colunita! (sorry, Fran... um beijo!) Mas é que eu tava com tanta saudade! Tô esperando e-mails de everybody! Me escrevam! Um beijo louro (cara, tenho que pintar esta m...!) da sua Hedôzinha!

P.S.: Cadê o Cecezinho! Estou louca pra dar pra ele... Será que ainda está perdido naquela esculhambação italiana de sacanear o novo Papa? Ou, depois de fumar aquelas porongas em Salvador, ele não mora mais aqui? É uma onda, mora! Ou será Maura? Ah, f (*) se...