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18 fevereiro, 2005

Luz Atlântica Embalo 71
Por Wally Sailormoon

Sempre torci o nariz pro subsurrealismo. Yo mismo soy um obscurantista de la extrema derecha – escribo obscuro. Mas o Cecezinho extrapolou durante o homework baiano. Ainda bem que ele não pegou pesado no cheirinho da loló. Se fosse tanto não seria quase. Ah, os cigarrinhos de palha na praya de Ytapuã...

Quando na pipoca alguém falava comigo “oi, gente boa” pensava que era pra alguém que passava ao meu lado que eu passava absorto – duas metades a sonhar. Diferente do Cecezinho, não apatolei ninguém. Em compensação, também não fui apatolado.

Tiros tiros tiros na televisão. Que perseguição morar nesta tumba cada coisa caída no chão apanhada decifrada como sinal até a febre dominar meu corpo os fios os bolos de cabelos os dentes um por um começar a cair. Dezoito brumário, pisar o palco com a máscara da cena precedente... sempre deixei morrer meus impulsos... tomar os céus de assalto sic itur ad astra... e como CARNEIRO ME.

Adoecia. Canto de galo canto de galo canto de galo 3 vezes Pedro Pedro Pedro perdi a memória, sou sempre o renegador de passados gloriosos, ímpio trairo infiel.

Temos em comum, eu e os policiais, ódio asco aos hippies nacionais, à nossa campada hippielândia on the road, que perambula pelas praças vendendo miçangas de arame e epox. Viagens miseráveis vapor barato. Um ipisilone qualquer expõe desilusões descrenças desgostos. Pronunciamento durante cerimônia de auto e heterocrítica: abaixo a passividade repre/regressiva da horrippielândia patrícia.

Preencha os pontinhos do jogo da Memória quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e fazê-la... (disco Ambiente de festival).

Juvenil alimária escrevi o verso – sou um jegue na tarde pastando paisagem – e agora sonho publicar um livro que seja instrumento de libertação. Como zurra o lacaio local. “O plá do Brasil é a fé”.

Repeat now: o poeta em seu leito de morte. Objeto de cena: taça de cicuta. Antes de sorver o líquido – FA – TAL – declama o verso: Criança, não verás...

E agora? E agora? Vou lançar minha lanterna fora.